Geada pode reduzir safra de café do Cerrado Mineiro em 5,5%

Estudo aponta que geada reduzirá em 5,5% a safra de café no Cerrado Mineiro, preocupando os produtores da região.
19/08/2025 às 15:42 | Atualizado há 7 meses
               
Safra de café
Mais de 1.100 hectares de plantações foram afetados pela geada em 13 mil hectares estudados. (Imagem/Reprodução: Forbes)

A geada que atingiu o Cerrado Mineiro em 11 de agosto pode ter um impacto significativo na próxima safra de café. Conforme a Expocacer, a previsão é uma redução de cerca de 412 mil sacas, o que equivale a uma queda de 5,5% do potencial produtivo da região.

Os municípios de Patrocínio, Ibiá e Araxá foram os mais afetados pelo fenômeno climático, o que gerou preocupação entre os cafeicultores. A avaliação dos danos já começou, e os produtores estão atentos às consequências para as lavouras e para o mercado de café nos próximos anos.

Embora o Cerrado tenha uma produção importante, a expectativa é que o Sul de Minas, ainda sem danos, possa equilibrar a oferta no Brasil. A Expocacer ressalta que a avaliação sobre os danos é contínua, permitindo um acompanhamento mais preciso da situação das lavouras.
A geada que atingiu o Cerrado Mineiro em 11 de agosto deverá impactar negativamente a próxima safra de café da região. Um estudo divulgado pela Expocacer nesta terça-feira aponta para uma redução de aproximadamente 412 mil sacas de 60 kg, o que corresponde a cerca de 5,5% do potencial produtivo da área.

De acordo com a cooperativa de cafeicultores, as áreas mais afetadas pelo fenômeno climático foram Patrocínio, o maior município produtor de café do Brasil, além de Ibiá e Araxá. A geada causou preocupação entre os produtores, que já estão avaliando os impactos nas lavouras.

O Cerrado Mineiro é uma das regiões produtoras mais importantes do Brasil, com uma estimativa de produção superior a 6 milhões de sacas em 2025, conforme o último relatório divulgado pela consultoria StoneX. O Brasil é o maior produtor e exportador global de commodities.

Apesar da relevância do Cerrado Mineiro, sua produção é menor que a do Sul de Minas, cuja safra estimada para 2025 é de pouco mais de 15 milhões de sacas de 60 kg. Inicialmente, o Sul de Minas não foi atingido pelas geadas de agosto, o que pode equilibrar um pouco o cenário nacional.

Um dia após a geada, o presidente da Federação dos Cafeicultores do Cerrado, Gláucio de Castro, informou à Reuters que o fenômeno climático afetou os botões florais dos cafezais. Essa situação pode resultar em um menor desenvolvimento da florada para a safra de 2026 nas áreas atingidas.

A Expocacer esclareceu que as quebras quantitativas e percentuais apresentadas referem-se aos dados da área dos cooperados, somados a informações de outras áreas do Cerrado, incluindo produtores não cooperados. Essas informações foram relatadas por outras entidades do setor.

Após a ocorrência das geadas, os preços futuros do café arábica na bolsa de Nova York, referência global para a commodity, apresentaram alguma sustentação. Nesta terça-feira, as cotações estavam em alta, com operadores mencionando os baixos estoques certificados na ICE.

O estudo da Expocacer avaliou quase 13 mil hectares e identificou impactos causados pela geada em 1.173 hectares, afetando 67 produtores. A avaliação foi realizada por meio de contato telefônico e visitas a campo, permitindo uma análise detalhada da situação.

Segundo a Expocacer, nas áreas diretamente atingidas pela geada, estima-se uma perda média de 55% do potencial produtivo. O levantamento identificou diferentes níveis de danos (leve, moderado e severo) nas áreas de 15 produtores.

O estudo aponta que o dano severo corresponde a 90% da perda de produção, o moderado a 60% e o leve a 30%. A Expocacer informou que a avaliação dos níveis de danos por área será contínua, e novos relatórios permitirão uma mensuração exata do problema por hectare.

O impacto da geada na safra de café do Cerrado Mineiro é um alerta para os produtores e para o mercado, que devem acompanhar de perto as próximas avaliações e os desdobramentos dessa situação climática.

Via Forbes Brasil

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.