Hapvida (HAPV3): Análise do BTG para uma valorização de 68%

Saiba por que o BTG vê potencial de 68% na ação da Hapvida (HAPV3) mesmo após revisão de preço-alvo.
28/08/2025 às 13:41 | Atualizado há 1 dia
Hapvida recomendação de compra
BTG reduz preço-alvo da Hapvida para R$ 67,00, mas mantém potencial de valorização. (Imagem/Reprodução: Moneytimes)

A Hapvida (HAPV3) segue como uma recomendação de compra por parte do BTG Pactual. A análise do banco revisou o preço-alvo para R$ 67,00, indicando um potencial de valorização de 68%. Apesar dos desafios enfrentados no segundo trimestre, o BTG mantém uma visão otimista sobre a empresa e seu crescimento futuro.

No segundo trimestre, a Hapvida teve resultados influenciados por eventos não recorrentes. Mudanças no Sistema Único de Saúde (SUS) impactaram o desempenho, mas a empresa apresentou avanços operacionais importantes. Com sinistralidade sob controle e aumento no ticket médio, as expectativas para a empresa são positivas.

A administração refina a estratégia comercial, simplificando planos e revisando a relação com corretores. O pacote inclui investimentos em novos hospitais e iniciativas de eficiência. O objetivo é recuperar competitividade e assegurar um futuro promissor para a Hapvida.
O Hapvida recomendação de compra da ação (HAPV3) permanece, mesmo com a revisão do preço-alvo para R$ 67,00 pelo BTG Pactual, que antes era de R$ 67,50. Essa análise sinaliza um potencial de valorização de 68% em relação ao último fechamento, o que pode despertar o interesse de investidores. Apesar de desafios no segundo trimestre, o banco demonstra otimismo quanto ao futuro da empresa.

Analistas do BTG Pactual apontam que o segundo trimestre da Hapvida foi impactado por eventos não recorrentes, como questões relacionadas ao Sistema Único de Saúde (SUS). Apesar disso, a empresa apresentou avanços operacionais importantes, como a sinistralidade sob controle e o aumento do ticket médio. Tais fatores contribuem para uma perspectiva positiva em relação ao desempenho da empresa.

O BTG Pactual observou que o Ebitda da Hapvida ficou em linha com as expectativas, mas o lucro caixa foi abaixo do esperado. Isso ocorreu devido a cobranças da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), despesas financeiras líquidas mais altas e aumento da dívida líquida. Apesar disso, o banco mantém uma visão de que a ação está descontada, com um múltiplo P/L ajustado de 10 vezes para o próximo ano.

A Hapvida recomendação de compra é reforçada pela expectativa de um ciclo mais estável para a empresa, desde que as melhorias operacionais continuem. O banco destaca que a expansão dos múltiplos depende de um crescimento orgânico consistente e de uma maior geração de caixa, que serão determinantes para o desempenho da ação nos próximos trimestres.

Excluindo os itens não recorrentes, os resultados do segundo trimestre da Hapvida apresentaram tendências encorajadoras. A empresa registrou 58 mil adições líquidas orgânicas, contrastando com a redução de 70 mil no primeiro trimestre. Além disso, houve um crescimento sólido do ticket médio de 1,8%, o que demonstra uma melhora na capacidade da empresa de atrair e reter clientes.

A administração da Hapvida está reformulando sua estratégia comercial, simplificando o portfólio de planos, fortalecendo a relação com corretores e revisando os esquemas de remuneração. O objetivo é recuperar a competitividade e impulsionar o crescimento da empresa. A ampliação da rede própria, com foco em regiões estratégicas, também é um ponto relevante para o futuro da Hapvida.

A Hapvida está investindo em quatro novos hospitais em São Paulo e duas unidades premium de alta complexidade, além de um plano de verticalização no Rio de Janeiro. A empresa também está implementando mais de 100 iniciativas de eficiência, incluindo automação e uso de IA em funções administrativas e assistenciais, o que pode contribuir para a melhoria dos resultados financeiros.

Via Money Times

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.