O Cade reabriu a investigação contra o Google, aliando dados de 2019 e novas evidências sobre o uso de notícias. A apuração se concentra em práticas que comprometem a receita de veículos de imprensa, com a plataforma utilizando trechos das matérias. Existe uma crescente preocupação entre jornalistas e associações em relação ao impacto financeiro dessas ações.
A Associação Nacional de Jornais (ANJ) reforça sua posição, pedindo referência a acordos internacionais entre mídia e Google. Principalmente aqueles da Austrália, que estabelecem remuneração justa para o uso do conteúdo jornalístico. As diretrizes impõem um debate mais amplo sobre a valorização do trabalho dos veículos na era digital.
O Cade busca contribuir com informações sobre o uso de IA por plataformas de mídia e os efeitos dos algoritmos. O objetivo é tomar uma decisão que reflete adequadamente as necessidades do mercado de notícias. Para isso, explora como essas práticas impactam a circulação de informações e a sustentabilidade econômica do setor.
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O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) está aprofundando a investigação contra o Google, motivada por alegações de práticas anticompetitivas no mercado de notícias. A investigação foca no uso de trechos de notícias pelo Google no buscador e no Google News, que segundo acusações, prejudica financeiramente os veículos de imprensa. O Cade solicitou informações adicionais ao Google e abriu espaço para contribuições da sociedade civil.
A decisão do Cade dá continuidade a um inquérito que se iniciou em 2019. O inquérito apura se o Google estaria abusando de sua posição dominante ao exibir trechos de notícias nos resultados de busca e no Google News. Essa prática pode desviar o tráfego dos sites originais, concentrando receita de publicidade no ecossistema do Google.
A Associação Nacional de Jornais (ANJ) solicitou ao Cade a inclusão de informações sobre acordos entre empresas de mídia na Austrália e o Google. Esses acordos visam remunerar os veículos de imprensa pelo conteúdo utilizado pela plataforma.
Inicialmente, a Superintendência-Geral do Cade (SG/Cade) recomendou o arquivamento do inquérito em dezembro de 2024, alegando falta de indícios suficientes de infração. No entanto, o Tribunal do Cade reabriu o caso em março de 2025 para uma análise mais detalhada da investigação contra o Google.
O julgamento foi iniciado em 11 de junho de 2025, com o relator do processo votando novamente pelo arquivamento. A decisão foi adiada após um pedido de novas diligências pelo conselheiro Diogo Thomson de Andrade.
Andrade determinou que o Google apresente esclarecimentos detalhados sobre pontos específicos da investigação em 30 dias. Ele também convidou associações, empresas, acadêmicos e outros interessados a apresentar contribuições sobre a conduta do Google no mesmo prazo.
O Cade busca contribuições sobre os efeitos de mudanças nos algoritmos e o uso de IA no tráfego dos sites de notícias. Modelos de remuneração de conteúdo e o impacto da integração entre a busca e a publicidade digital também estão sob análise na investigação contra o Google.
Empresas de mídia acusam o Google de usar seus materiais para treinar inteligências artificiais. Essa prática teria resultado na perda de acesso e remuneração para criadores de conteúdo, especialmente com os resumos gerados por IA (AI Overviews).
O New York Times move uma ação nos Estados Unidos contra a OpenAI e a Microsoft, alegando uso indevido de seu conteúdo jornalístico. A Folha de São Paulo também moveu uma ação contra a empresa de Sam Altman pelo mesmo motivo.
A nova fase da investigação contra o Google busca esclarecer como as práticas da empresa afetam o mercado de notícias. O Cade espera obter informações adicionais para tomar uma decisão mais informada sobre o caso.
Via Tecnoblog
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