Nesta sexta-feira, investidores estão atentos à divulgação dos dados de julho sobre a inflação americana, especificamente do núcleo do PCE. A expectativa é de que este índice mostre um aumento para 2,9% nos últimos 12 meses, um leve avanço em relação ao 2,8% registrado anteriormente.
Esse indicador é importante para moldar as expectativas sobre a próxima reunião do Federal Reserve, onde se espera um possível corte na taxa básica de juros. Uma leitura acima da meta de 2% poderá dificultar cortes mais bruscos, e os mercados globais aguardam ansiosamente os resultados e suas repercussões.
No Brasil, a influência da inflação americana é evidente. Juros mais baixos nos EUA podem estimular a valorização de ações e fortalecer o real. A relação entre esse cenário e a balança comercial brasileira é crucial, uma vez que produtos como petróleo e soja são impactados pela volatilidade nos mercados internacionais.
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Sexta-feira, investidores aguardam ansiosamente a divulgação dos dados de julho sobre a inflação ao consumidor nos Estados Unidos, medidos pelo Personal Consumption Expenditure (PCE). A expectativa central é que o núcleo do PCE, que exclui os preços voláteis de alimentos e energia, mostre um avanço de 2,9% nos 12 meses até julho. Esse valor representa um leve aumento em relação ao índice de 2,8% registrado até junho, com a inflação americana decisiva para os próximos passos do mercado.
Este indicador será crucial para moldar as expectativas em torno da próxima reunião de setembro do Federal Reserve (FED), o banco central dos EUA. Atualmente, a principal aposta é que o FED anuncie um corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros, que hoje se encontra entre 4,25% e 4,50% ao ano. Essa decisão é aguardada com grande expectativa pelos mercados globais.
O núcleo do PCE é o termômetro preferido pelo Federal Reserve para monitorar a inflação. Uma leitura persistente acima da meta de 2% ao ano dificulta a implementação de cortes de juros mais agressivos. Caso os dados de julho confirmem a expectativa de 2,9%, o banco central americano pode adotar uma postura mais conservadora, possivelmente adiando a redução dos juros para novembro.
Se o núcleo do PCE, excluindo alimentos e energia, ficar em linha ou abaixo das projeções, os preços das ações em Wall Street tendem a reagir positivamente. Esse otimismo pode se estender ao Ibovespa, já que a perspectiva de juros mais baixos nos EUA impulsiona o apetite global por ativos de risco, com a inflação americana decisiva para essa reação.
A expectativa de juros menores nos Estados Unidos tem um impacto imediato nos preços dos ativos financeiros. Com a queda nos rendimentos dos títulos do Tesouro americano, os investidores buscam aplicações mais lucrativas em bolsas de valores e mercados emergentes. O Brasil se beneficia diretamente desse movimento, com potencial valorização das ações e fortalecimento do real frente ao dólar.
Internamente, a bolsa brasileira tem demonstrado volatilidade devido a fatores externos e ao cenário político. Juros mais baixos nos EUA estimulam a demanda global e elevam os preços de petróleo, minério de ferro e soja. Esses produtos possuem um peso significativo na balança comercial brasileira e nas empresas listadas na bolsa.
No Brasil, o mercado aguarda dados sobre o desemprego em julho, com o número anterior em 5,8%. Além disso, a relação entre a dívida líquida e o PIB também está sob análise, com o último registro em 62,9%. Nos Estados Unidos, além do PCE, a inflação PCE (12 meses) é esperada em 2,6%, mantendo-se estável em relação ao período anterior.
O núcleo da inflação PCE (12 meses) é previsto para atingir 2,9%, um leve aumento em relação aos 2,8% anteriores, sinalizando que a inflação americana decisiva pode influenciar as próximas decisões do FED. Estes indicadores são cruciais para entender as dinâmicas econômicas e os movimentos do mercado financeiro.
Via Forbes Brasil
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