Brasil lança estratégia para fortalecer cibersegurança

Descubra como o e-Ciber irá transformar a segurança digital no Brasil em meio a crescentes ameaças.
29/08/2025 às 20:02 | Atualizado há 8 horas
Estratégia de Cibersegurança
Brasil implementa e-Ciber para fortalecer segurança digital, mas enfrenta desafios críticos. (Imagem/Reprodução: Tecmundo)

O Brasil avançou em segurança digital com a nova estratégia e-Ciber, coordenada pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI). Essa iniciativa foi criada para proteger infraestruturas críticas, como saúde e finanças, e aumentar a conscientização sobre segurança online.

Focada em quatro pilares, a estratégia busca melhorar a gestão da cibersegurança e promover uma colaboração mais forte entre os setores público e privado. Diante do cenário de ataques frequentes, a implementação dessas diretrizes é essencial para a proteção das informações e operações do país.

No entanto, o sucesso da iniciativa dependerá de uma mudança de mentalidade. A segurança deve ser contínua e integrada, envolvendo treinamento, investimento em tecnologia e uma abordagem proativa contra riscos. A ação conjunta pode transformar o Brasil em um exemplo de resiliência na cibersegurança.
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O Brasil deu um passo importante rumo à segurança digital com o lançamento da Estratégia de Cibersegurança, conhecida como e-Ciber, no segundo semestre de 2025. Coordenada pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI), essa iniciativa visa proteger as infraestruturas consideradas cruciais, aumentar a conscientização da população e assegurar a autonomia no ambiente virtual. Mais do que uma formalidade, essa estratégia se apresenta como uma ação necessária diante do aumento constante de incidentes que afetam empresas, órgãos governamentais e cidadãos.

A estratégia e-Ciber se concentra em quatro pontos principais: fortalecer a percepção sobre segurança digital, proteger serviços essenciais como saúde e finanças, incentivar a colaboração entre os setores público e privado e consolidar a gestão nacional sobre o tema. Em um país que já enfrentou grandes ataques a bancos, sistemas de saúde e órgãos do governo, essa organização se torna uma medida essencial de proteção.

No entanto, o grande desafio está em transformar as diretrizes em ações concretas e consistentes. É preciso superar obstáculos como vulnerabilidades conhecidas, a falta de profissionais qualificados e falhas em processos básicos, que acabam facilitando a ocorrência de riscos. Enquanto o país avança na governança e estabelece novas direções, é fundamental fortalecer uma cultura de disciplina e resiliência na gestão de riscos.

Dados recentes do relatório State of Ransomware 2025 mostram que novas abordagens têm contribuído para a diminuição dos riscos. O estudo revela que o tempo médio de permanência de um ataque foi reduzido de quatro para dois dias no último ano, resultado diretamente ligado ao aumento na adoção de serviços de Detecção e Resposta Gerenciada (MDR). Essa tendência reforça a importância de soluções baseadas em monitoramento contínuo e resposta especializada para criar um ambiente digital mais seguro.

Quando as organizações recebem o apoio de equipes de MDR, elas demonstram uma maior capacidade de reação. O relatório aponta que o tempo médio de resposta foi de três dias em incidentes com ransomware e de apenas um dia em situações sem essa ameaça. Esse desempenho se torna ainda mais relevante quando consideramos que grande parte dos arquivos maliciosos são lançados durante a noite, fora do horário comercial, mostrando como a agilidade proporcionada pela tecnologia pode ser decisiva para transformar potenciais crises em eventos controláveis.

A Estratégia de Cibersegurança encontra um grande aliado na mudança de mentalidade. A segurança não pode ser vista como um investimento isolado, a ser revisitado apenas após um incidente. Ela deve ser contínua, integrada e reconhecida como parte da gestão dos negócios e do Estado. Com a gestão correta, a nova estratégia pode transformar a forma como o Brasil lida com a proteção digital, incentivando não apenas a criação de protocolos, mas também a formação de uma cultura sólida de resiliência.

Isso significa envolver lideranças, treinar equipes, investir em tecnologia e entender que, no mundo atual, a autonomia também se mede pela capacidade de proteger dados, infraestruturas e cidadãos. Mais do que uma formalidade, a Estratégia de Cibersegurança deve ser o ponto de partida para um trabalho contínuo. Afinal, o futuro da segurança digital está nas mãos daqueles que entendem que resposta e prevenção são complementares, e que cada segundo de atraso pode custar muito caro para o país e suas instituições.

Via TecMundo

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Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.