Bancos brasileiros se preparam para eventuais sanções dos EUA

Setor financeiro brasileiro busca proteção legal nos EUA diante de sanções iminentes. Entenda os riscos e planos adotados.
31/08/2025 às 08:22 | Atualizado há 4 meses
               
Sanções ao Brasil
Bancos brasileiros buscam apoio jurídico nos EUA frente a possíveis sanções. (Imagem/Reprodução: Danuzionews)

Bancos e instituições financeiras no Brasil estão mobilizados para buscar proteção legal nos Estados Unidos. A medida vem como resposta a possíveis sanções do governo Trump, visando proteger o setor financeiro nacional.

Após o anúncio de uma sobretaxa de 50% sobre produtos brasileiros, o clima de apreensão aumentou. O governo dos EUA já baniram a entrada de seis autoridades brasileiras, elevando as preocupações de sanções diretas e restrições sobre operações bancárias.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, informou que o governo brasileiro também está criando planos de contingência para se preparar para possíveis impactos. Apesar das incertezas, muitos representantes do setor ainda acreditam que a exclusão do Brasil do sistema Swift é improvável.
Bancos e instituições financeiras no Brasil estão buscando proteção legal nos Estados Unidos. O movimento ocorre em resposta à crescente apreensão sobre possíveis Sanções ao Brasil por parte do governo Trump. A medida visa blindar o setor financeiro nacional de impactos negativos decorrentes de decisões unilaterais americanas.

A busca por assessoria jurídica se intensificou após o anúncio de uma possível sobretaxa de 50% sobre produtos brasileiros exportados para os EUA, com previsão de início em agosto. Além disso, a decisão de Trump de banir a entrada do ministro Alexandre de Moraes e seus aliados nos EUA, incluindo restrições bancárias, elevou o nível de alerta.

Os bancos temem sanções diretas às instituições que operam no Brasil, além da proibição de relacionamento com bancos norte-americanos, o que impactaria as operações de câmbio. A perda de vistos de entrada nos EUA por autoridades brasileiras e seus familiares, com possível extensão ao sistema financeiro americano, também é motivo de preocupação.

Um executivo do setor financeiro, que preferiu não se identificar, declarou que os bancos estão buscando mapear todas as possíveis restrições legais e criando planos de ação para enfrentar o pior cenário. O objetivo é minimizar os efeitos de eventuais medidas punitivas e garantir a continuidade das operações.

Apesar do clima de tensão, a maioria dos representantes do setor financeiro considera improvável a exclusão do Brasil do sistema Swift, plataforma essencial para as transferências e liquidações bancárias internacionais. A medida teria um impacto significativo na economia global.

A investigação comercial aberta pelo USTR (Escritório do Representante de Comércio dos EUA) contra o Brasil, na qual o Pix foi citado como uma possível prática desleal no mercado de pagamentos eletrônicos, aumentou ainda mais a preocupação do setor financeiro.

Em resposta, a Febraban (Federação Brasileira de Bancos) divulgou uma nota em defesa do Pix, enfatizando que se trata de uma infraestrutura pública, aberta, não comercial e não discriminatória, com a participação de bancos, fintechs e instituições nacionais e estrangeiras.

A Febraban ressaltou que não há restrições à entrada de novos participantes no sistema, desde que atuem no mercado nacional e operem em reais. Questionada sobre as possíveis Sanções ao Brasil, a federação preferiu não comentar sobre hipóteses.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, confirmou que o governo brasileiro também está elaborando planos de contingência econômicos para lidar com os desdobramentos da nova postura comercial da administração Trump. O objetivo é proteger a economia brasileira de possíveis impactos negativos.

Em meio a este cenário de incertezas, as instituições financeiras brasileiras se preparam para mitigar os riscos e garantir a estabilidade do sistema financeiro nacional. A busca por assessoria jurídica nos EUA é uma medida preventiva para enfrentar os desafios que possam surgir.

Via Folhapress

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.