Motiva Cria 5 Mil Planos para Mitigar Riscos Climáticos

A Motiva desenvolveu 5 mil planos para adaptar rodovias e aeroportos às mudanças climáticas. Descubra suas iniciativas.
24/09/2025 às 06:09 | Atualizado há 6 meses
               
Adaptação climática infraestrutura
Motiva cria 5 mil planos para transformar rodovias e aeroportos diante das mudanças climáticas. (Imagem/Reprodução: Exame)

Desde 2023, a Motiva se debruça sobre o impacto das mudanças climáticas em suas concessões. A empresa desenvolveu cerca de 5 mil planos de adaptação climática, focando em rodovias, trens e aeroportos. As adaptações visam mitigar riscos de eventos extremos como inundações e ondas de calor.

O trabalho inicial da Motiva incluiu a análise de mais de 4 mil quilômetros de rodovias e 120 estações. A companhia futuramente precisará mapear riscos, considerando projeções do IPCC que alertam para aumento de temperatura entre 3 °C a 7 °C até 2050. O custo de não adaptar as infraestruturas pode ser até cinco vezes maior do que o investimento exigido.

Diversas adaptações práticas foram propostas, incluindo o uso de tinta refletiva e melhorias em drenagem. A Motiva também inaugurou um centro de controle em Jundiaí para monitorar emergências em tempo real. Com essas ações, a empresa visa integrar a adaptação climática à sua estratégia de sustentabilidade, comprometendo-se a atingir a neutralidade de carbono até 2035.

Desde 2023, a empresa de mobilidade urbana **Motiva (ex-CCR)** se dedica a analisar o impacto das mudanças climáticas em suas concessões de rodovias, trilhos e aeroportos. Recentemente, a companhia revelou que desenvolveu aproximadamente 5 mil planos de adaptação climática infraestrutura para mitigar os riscos associados a fenômenos extremos como ondas de calor, tempestades e inundações, considerando o custo de não agir.

O trabalho inicial envolveu a identificação de áreas críticas ao longo de seus mais de 4 mil quilômetros de rodovias, 120 estações de trens, metrôs e VLTs, além de 17 terminais aeroportuários. Essa abordagem visa mapear os riscos significativos em todos os seus ativos antes do prazo final estipulado para este ano.

A Motiva fundamentou seus planos em cenários do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), prevendo aumentos de temperatura entre 3 °C e 7 °C até 2050. Além disso, a companhia avaliou que o custo de não adaptar as infraestruturas poderia ser até cinco vezes maior do que o investimento necessário para implementá-las. Isso destaca a importância da adaptação em um contexto de crescente instabilidade climática.

Juliana Silva, diretora de sustentabilidade da Motiva, comentou a respeito do processo, explicando que a empresa precificou os riscos e sua provável influência no resultado financeiro. Isso ajuda a entender o quanto pode ser perdido em receita se não houver uma ação efetiva para mitigar os problemas causados por eventos climáticos adversos.

As tempestades foram identificadas como uma das principais ameaças, com inundações fluviais e deslizamentos sendo igualmente relevantes nas rodovias. Para os aeroportos e trilhos, as ondas de calor se destacam como um risco crescente. Para enfrentar esses desafios, a Motiva desenvolveu um total de 4.860 planos de adaptação, sendo 4.020 voltados para rodovias, 657 para trens e 182 para terminais aeroportuários. Os planos são filtros de ações preventivas, mitigação e resposta a emergências.

Entre as adaptações práticas estão a aplicação de tinta refletiva nos trilhos, para diminuir o impacto das altas temperaturas, e melhorias em drenagem para minimizar o risco de inundações. Adicionalmente, serão feitas adequações nos aeroportos para lidar melhor com chuvas intensas, incluindo mudanças nos padrões de construção e mais áreas verdes.

A estratégia de adaptação climática infraestrutura da Motiva se alicerça em duas frentes. A primeira envolve mapeamento de riscos e análise de custos relacionados aos impactos climáticos. A segunda se concentra no uso de informações meteorológicas para a gestão operacional, através de parcerias com startups que fornecem dados de climatologia para planejamento a curto e médio prazo.

Recentemente, a Motiva também inaugurou um centro de controle em Jundiaí, que disponibiliza dados em tempo real para melhorar a gestão e tomada de decisão em situações de emergência. Casos reais, como o alagamento na ViaSul, no Rio Grande do Sul, evidenciam a urgência de ação frente à adaptação das infraestruturas, com a afirmação de que enfrentar crises climáticas é vital para a continuidade dos negócios.

Integrar a adaptação climática na estratégia de sustentabilidade é o foco da Motiva, que se comprometeu a reduzir suas emissões e atingir a neutralidade de carbono até 2035. A empresa, que já usa 100% de energia de fontes renováveis, continua a desenvolver soluções para fomentar uma infraestrutura mais resiliente e sustentável.

Via Exame

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.