ONU Alerta: Combate ao Gás Metano Avança Lento

Relatório da ONU revela lentidão em ações contra emissões de gás metano. Saiba mais sobre os impactos e a urgência deste problema.
22/10/2025 às 14:03 | Atualizado há 3 meses
               
Gás metano
A maioria dos vazamentos detectados ainda passa despercebida por autoridades e empresas. (Imagem/Reprodução: Forbes)

A ONU divulgou um relatório preocupante sobre a resposta global aos vazamentos de gás metano. Quase 90% dos incidentes detectados não têm recebido a atenção necessária dos governos e do setor privado. Este relatório foi apresentado antes das negociações climáticas da COP30 em Belém, apontando a urgência de uma ação eficaz.

Segundo um estudo do Observatório Internacional de Emissões de Metano, somente 12% dos alertas gerados resultaram em alguma medida. Isso representa um pequeno avanço em relação ao ano anterior, quando apenas 1% dos alertas foram atendidos. Apesar de menos duradouro na atmosfera que o CO2, o gás metano tem um impacto significativo no aquecimento global, e sua redução é necessária para mitigar os efeitos das mudanças climáticas.

Inger Andersen, da ONU, expressou preocupação com a lentidão das respostas e ressaltou a facilidade de resolver muitos vazamentos. Com a COP30 se aproximando, há uma pressão crescente para que ações mais efetivas sejam implementadas. O relatório destaca a importância de monitorar também outras fontes, como agricultura e resíduos, para alcançar as metas climáticas globais.
A **ONU** (Organização das Nações Unidas) divulgou um relatório preocupante sobre a resposta global aos vazamentos de **gás metano**. Quase 90% dos incidentes detectados por satélites e sinalizados para governos e empresas do setor de petróleo e gás não estão recebendo a devida atenção. O relatório foi divulgado antes das negociações climáticas da COP30, que acontecerão em Belém no próximo mês.

O Observatório Internacional de Emissões de Metano, responsável por integrar dados de mais de 17 satélites para monitorar esses vazamentos, revelou que apenas 12% dos 3.500 alertas emitidos para o setor de petróleo e gás geraram alguma ação. Apesar desse número, é importante notar que houve um pequeno progresso em relação ao ano anterior, quando a taxa de resposta era de apenas 1%.

Embora o gás metano permaneça menos tempo na atmosfera em comparação com o dióxido de carbono, seu impacto no aquecimento global é significativamente maior. Cientistas consideram a redução das emissões de **gás metano** como a maneira mais rápida de mitigar as mudanças climáticas no curto prazo. Mais de 150 países se comprometeram, em 2021, a reduzir essas emissões em 30% até o final desta década, mas a lentidão na resposta aos vazamentos detectados coloca em risco o cumprimento dessa meta.

Inger Andersen, diretora executiva do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, responsável por supervisionar o Sistema de Alerta e Resposta ao Metano do observatório, expressou sua preocupação com a lentidão das ações. Ela destacou que muitos vazamentos de **gás metano**, especialmente no setor de petróleo e gás, poderiam ser facilmente resolvidos com medidas simples, como o reparo de equipamentos com vazamentos.

O relatório da ONU aponta que, em 25 casos, a notificação dos vazamentos levou à correção de grandes eventos de emissões. No início deste mês, investidores representando mais de 4,5 trilhões de euros em ativos pediram à União Europeia para não enfraquecer suas leis sobre emissões de metano. Essa solicitação surgiu após preocupações de que a UE poderia flexibilizar as regras para facilitar o aumento das importações de GNL dos EUA, como parte de seus esforços para atenuar as tensões comerciais.

O observatório enfatiza que os vazamentos de metano provenientes do setor de petróleo e gás representam o maior potencial de mitigação. No entanto, há planos para expandir o monitoramento para outras fontes importantes, como a produção de aço, resíduos e agricultura, conforme informado por Giulia Ferrini, chefe do observatório.

Com a proximidade da COP30 em Belém, a expectativa é que a pressão sobre governos e empresas aumente para que ações mais efetivas sejam implementadas no combate às emissões de gás metano. A urgência em resolver esse problema é crucial para alcançar as metas climáticas globais e garantir um futuro mais sustentável.

Via Forbes Brasil

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.