A diretora-executiva da COP30, Ana Toni, afirmou que a Licença na Margem Equatorial, dada ao Ibama para a Petrobras, não afetará a imagem do Brasil na conferência. Ela acredita que essa autorização impulsionará discussões sobre o uso de combustíveis fósseis e seus impactos.
Em um encontro com a imprensa, Toni destacou que contradições enfrentadas pelo Brasil são comuns em muitos países. Para ela, o país não precisa justificar suas decisões de exploração de recursos fósseis, pois isso faz parte da soberania nacional e das obrigações do Acordo de Paris.
Com 163 delegações confirmadas para a COP30 que acontecerá em Belém, e o convite para o presidente dos EUA, Donald Trump, participar, a discussão sobre a transição energética deve ser central. Toni espera uma abordagem colaborativa sobre os desafios climáticos que todos os países enfrentam.
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A diretora-executiva da COP30, Ana Toni, declarou que a Licença na Margem Equatorial, concedida pelo Ibama à Petrobras para pesquisa exploratória, não compromete a credibilidade do Brasil na COP. Para ela, essa licença fomentará discussões construtivas sobre o tema.
Durante um encontro com a imprensa internacional, promovido pela Associação da Imprensa Estrangeira (AIE), Ana Toni ressaltou que as contradições enfrentadas pelo Brasil são comuns a outros países, minimizando o impacto negativo da licença na legitimidade da presidência brasileira na COP.
Segundo a diretora-executiva, a autorização para a pesquisa exploratória na Margem Equatorial proporcionará um debate mais amplo sobre o uso de combustíveis fósseis, como o petróleo, na matriz energética brasileira. Ana Toni mencionou que o Brasil já superou desafios semelhantes, como o desmatamento, através de políticas públicas e engajamento social.
Às vésperas da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), que será realizada em Belém, o Ibama emitiu a licença para a Petrobras iniciar a pesquisa exploratória na Margem Equatorial, localizada na bacia sedimentar da Foz do Amazonas, uma área com grande potencial petrolífero.
Essa medida gerou críticas de organizações ambientais, povos indígenas, quilombolas e pescadores artesanais, que apontam para possíveis falhas técnicas no processo de licenciamento e alertam para os riscos ambientais da exploração. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defende a exploração, afirmando que os recursos obtidos com o petróleo serão investidos na transição energética, transformando a Petrobras em uma empresa de energia diversificada.
Questionada sobre a possível necessidade de o Brasil se justificar perante outros países por incentivar a exploração de recursos fósseis, em um contexto global de transição energética, Ana Toni argumentou que o Brasil não precisa se defender, pois essa é uma decisão soberana. Ela acredita que o país está bem posicionado em relação à coerência sobre as mudanças climáticas, cumprindo as obrigações estabelecidas no Acordo de Paris.
A diretora-executiva destacou que o Brasil tem enfrentado seus maiores desafios de forma transparente, como a questão do desmatamento, e que a transição energética será amplamente debatida na COP30. Ela espera que todos os países encarem suas contradições e desafios da mesma forma que o Brasil.
Até o momento, 163 delegações estão credenciadas para a COP30, e 132 já têm acomodações garantidas, um número considerado alto por Ana Toni. A diretora-executiva também comentou sobre os impactos do cenário internacional nas negociações do clima, mencionando guerras militares e comerciais que podem afetar a conferência. Ana Toni mencionou o convite que o presidente Lula deverá reforçar ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para participar da COP, durante encontros na Ásia.
Via InfoMoney
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