O aumento de infostealers gerou preocupações sobre a segurança das contas de Gmail. Segundo especialistas, o Google não foi hackeado, mas os infostealers estão proliferando e roubando dados de usuários. Esses softwares maliciosos se escondem em arquivos de fontes não confiáveis e podem comprometer senhas e informações pessoais.
Os dados coletados por esses espiões digitais muitas vezes são vendidos na deep web, alimentando fraudes e ataques de phishing. Para se proteger, é essencial ter cuidados no download de arquivos e utilizar senhas únicas em cada serviço. Isso ajuda a evitar o uso de credenciais roubadas em diferentes contas.
Além disso, ativar a autenticação de dois fatores e manter todos os softwares atualizados são medidas eficazes. Um antivírus de confiança também é fundamental para detectar e eliminar malware. Com essas práticas, é possível reduzir os riscos e proteger suas informações na internet.
“`html
O aumento de contas Gmail em fóruns criminosos e vazamentos de dados tem gerado preocupação. A questão que surge é: o Google foi hackeado? Segundo Rodrigo Gava, especialista em cibersegurança da Vultus, a resposta é não. O problema real é a proliferação dos infostealers, softwares espiões que roubam senhas e dados pessoais de forma contínua.
Gava explica que esses incidentes não indicam falhas na segurança do Google. O Gmail é tão popular que está presente em muitas bases de dados comprometidas. Os dados são coletados de diversas fontes, reunidos e identificados como “contas Gmail“, criando uma falsa impressão sobre a origem do problema.
Os infostealers se tornaram uma ameaça digital generalizada. Eles se escondem em anúncios, vídeos, links falsos e downloads de programas piratas, infectando os computadores das vítimas. Após a instalação, eles acessam as senhas armazenadas nos navegadores, como Chrome, Edge e Firefox, coletando logins, senhas, histórico de navegação e até capturas de tela.
Esses dados roubados são vendidos na deep web e dark web, alimentando golpes de phishing, invasões de contas e ataques a empresas. Como o Gmail é o serviço de e-mail mais usado, grande parte dos dados roubados está associada ao domínio @gmail.com, o que aumenta a percepção de vazamentos em massa.
Para proteger dos infostealers, o comportamento do usuário é essencial, diz Gava. É fundamental baixar arquivos apenas de fontes oficiais e evitar programas piratas, que são os principais meios de infecção.
Uma das formas de proteger dos infostealers é usar senhas diferentes para cada serviço, evitando a reutilização de senhas em vários sites. Essa prática impede o credential stuffing, onde uma senha roubada é usada para acessar várias contas.
Outra medida importante para proteger dos infostealers é ativar a autenticação de dois fatores (2FA), adicionando uma camada extra de segurança. Com o 2FA, mesmo que a senha seja comprometida, o invasor precisará de um segundo código para acessar a conta.
Manter o sistema operacional e o navegador sempre atualizados é crucial para proteger dos infostealers, pois as atualizações corrigem falhas de segurança que podem ser exploradas por esses programas maliciosos.
Utilizar um antivírus confiável e desconfiar de ofertas ou downloads fora dos canais oficiais também são medidas importantes para proteger dos infostealers. Antivírus ajudam a detectar e remover malwares, enquanto a desconfiança evita a instalação de programas infectados.
A proliferação de infostealers representa um risco significativo para a segurança online, mas com medidas preventivas, é possível reduzir a vulnerabilidade e proteger dos infostealers suas informações pessoais e contas.
Via Forbes Brasil
“`