Rabobank Destaca Riscos de Flexibilização da Lei Antidesmatamento da UE

Entenda como a proposta de flexibilização da UE pode afetar produtores brasileiros de soja e carne.
28/10/2025 às 16:01 | Atualizado há 5 meses
               
Lei antidesmatamento da UE
Investir em logística sustentável não traz os prêmios esperados. (Imagem/Reprodução: Forbes)

Exportadores brasileiros expressam preocupações após a Comissão Europeia apresentar uma proposta que flexibiliza a Lei antidesmatamento. A mudança, que foi postergada para 2025, pode afetar quem já realizou investimentos significativos para se adequar às exigências. Isso pode comprometer o retorno desses investimentos, especialmente no setor de soja e farelo.

Analistas do Rabobank destacam que as grandes empresas enfrentam custos substanciais devido às adaptações exigidas pela legislação. A proposta inclui um período adicional para que pequenas empresas se adaptem, mas pode não beneficiar os grandes exportadores que já se organizaram. As isenções de multas podem diminuir incentivos para a conformidade, criando incertezas em um mercado crucial.

A decisão final da Comissão Europeia deve ser anunciada em breve. Caso a flexibilização não seja ratificada, a Lei antidesmatamento entrará em vigor bem como planejava inicialmente. A situação exige monitoramento constante por parte dos exportadores brasileiros, que precisam se ajustar às exigências para assegurar seu acesso ao mercado europeu.
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Exportadores do agronegócio brasileiro manifestam preocupação após a Comissão Europeia apresentar uma proposta que flexibiliza a Lei antidesmatamento da UE. A nova medida posterga algumas exigências que entrariam em vigor já em 2025. Especialistas do Rabobank avaliam que a mudança pode impactar negativamente empresas que se prepararam para cumprir a legislação.

Segundo analistas do banco holandês Rabobank, muitas empresas brasileiras, inclusive do setor de soja, já realizaram investimentos significativos para atender às regras da legislação europeia. O objetivo era garantir a conformidade e obter vantagens comerciais imediatas. A flexibilização da Lei antidesmatamento da UE pode, portanto, comprometer o retorno desses investimentos.

A proposta da Comissão Europeia inclui um período adicional de 12 meses para adaptação de pequenas empresas. Além disso, estabelece que não haverá multas para nenhum operador durante o primeiro semestre de 2026. Essa flexibilização gerou debates sobre seus possíveis efeitos no setor.

Para o setor de soja e farelo, que conta com grandes tradings, o adiamento para empresas menores não traz benefícios diretos. As empresas já incorreram em custos consideráveis em logística e segregação de cargas para atender à Lei antidesmatamento da UE. A isenção inicial de multas, se aprovada pelo Parlamento Europeu, pode reduzir os incentivos para a conformidade.

Marcela Marini, especialista do Rabobank, destaca que a ausência de multas pode eliminar a possibilidade de obter um prêmio mais favorável no mercado europeu. A União Europeia é um destino importante para as exportações de farelo de soja do Brasil, respondendo por uma parte significativa do volume total exportado no último ano.

A decisão final sobre a execução da norma é aguardada nas próximas semanas. Caso a proposta de flexibilização não seja confirmada, a Lei antidesmatamento da UE entrará em vigor no final de 2025, sem as alterações propostas. Um estudo do Rabobank indica que um novo adiamento poderia gerar perdas financeiras para as empresas que se prepararam para cumprir os requisitos no prazo.

No setor de exportação de carne bovina brasileira, a entrada em vigor da Lei antidesmatamento da UE com flexibilizações pode gerar frustração. Isso ocorre porque os investimentos realizados pelas empresas podem não apresentar o retorno esperado no curto prazo, conforme avalia o analista Wagner Yanaguizawa.

Guilherme Morya, analista do setor de café, observa que a Lei antidesmatamento da UE deve entrar em vigor em um período de oferta global restrita e preços elevados. Ele ressalta que a ausência de multas nos primeiros meses pode ajudar o setor a se adaptar aos novos processos com menos pressão. No entanto, ele lembra que os 27 países da UE possuem diferentes capacidades de fiscalização.

Espera-se uma harmonização dos sistemas europeus, mas a abrangência da Lei antidesmatamento da UE torna essa tarefa complexa. Países com maior capacidade institucional podem importar com mais agilidade e menor custo. A situação demanda atenção por parte dos exportadores brasileiros, que precisam se adequar às exigências para manter o acesso ao mercado europeu.

Via Forbes Brasil

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Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.