O seguro rural no Brasil enfrenta um déficit alarmante de R$ 3 bilhões, segundo estudo da CNseg. Isso expõe a fragilidade da proteção no agronegócio, essencial para nosso PIB. Apenas 2,3% da área plantada está assegurada, colocando os produtores em risco, especialmente com eventos climáticos extremos.
Nos EUA, 90% da área cultivada é coberta pelo seguro rural, com o governo arcando com uma parte significativa do prêmio. Essa disparidade é preocupante, visto que muitos produtores brasileiros podem perder tudo em uma única safra. A média de apólices contratadas mensalmente é apenas 6,7 mil, sugerindo que apenas 4 a 5 milhões de hectares deverão estar segurados até 2025.
A instabilidade orçamentária e a falta de subsídios excluem os pequenos produtores, levando a um ciclo vicioso. O fortalecimento do seguro rural é crucial para garantir a sucessão familiar no campo e a segurança alimentar. A CNA estima que R$ 4 bilhões são necessários para atender adequadamente os produtores, protegendo-os de perdas e penalizando menos os cofres públicos.
O seguro rural no Brasil enfrenta um momento crítico, com um déficit de R$ 3 bilhões no Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR). Essa situação, revelada por um estudo da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), expõe a fragilidade da proteção financeira no agronegócio, que representa quase 25% do PIB nacional. Acompanhe os detalhes e entenda os possíveis impactos.
A área segurada no Brasil alcançou apenas 2,2 milhões de hectares até julho, representando 2,3% da área plantada. Para se ter uma ideia, nos Estados Unidos, o programa federal cobre cerca de 90% da área cultivada, com o governo arcando com 60% do valor do prêmio. Essa disparidade coloca os produtores brasileiros em risco, especialmente em um cenário de eventos climáticos extremos.
A instabilidade orçamentária e a falta de previsibilidade nos subsídios públicos são as principais causas desse retrocesso. A projeção é que o país termine 2025 com uma cobertura similar à de 2015, mesmo com um aumento significativo na área cultivada. Naquele ano, o Brasil cultivou 78,1 milhões de hectares, com 2,6 milhões segurados (3,3%).
O presidente da CNseg, Dyogo Oliveira, destaca que a baixa cobertura de seguro rural no Brasil deixa muitos produtores vulneráveis, sujeitos a perder tudo em uma única safra. A média mensal de 6,7 mil apólices pelo PSR indica que, ao final de 2025, apenas 4 a 5 milhões de hectares estarão segurados.
Glaucio Toyama, presidente da Comissão de Seguro Rural da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), alerta que a falta de subvenção exclui os produtores mais vulneráveis, enquanto os mais capitalizados continuam contratando apólices fora do apoio governamental. Ele adverte para um ciclo vicioso, onde a quebra do produtor leva o poder público a criar programas emergenciais de renegociação de dívidas, onerando os cofres públicos.
A ausência de seguro rural no Brasil desestimula a sucessão familiar no campo, com as novas gerações abandonando a atividade por considerá-la insustentável. A estimativa da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) é que R$ 4 bilhões seriam necessários para atender às demandas dos produtores com mais tranquilidade, contrastando com o modelo de outras potências agrícolas.
Entre janeiro e agosto de 2025, o seguro rural no Brasil registrou uma queda de 6,7% na arrecadação, totalizando R$ 8,7 bilhões, e uma retração de 7,4% no pagamento de indenizações, que somaram R$ 3,1 bilhões. Esses números confirmam o enfraquecimento dessa importante ferramenta de proteção.
Diante desse cenário, é fundamental repensar o modelo de financiamento do PSR, buscando alternativas que garantam a proteção dos pequenos e médios produtores, que são os mais vulneráveis a perdas. A segurança alimentar nacional e a resiliência produtiva dependem de um seguro rural no Brasil forte e acessível.
Via Forbes Brasil