O que são as Conferências das Partes (COPs) e sua importância global

Saiba o que são as Conferências das Partes (COPs) e sua importância na agenda ambiental global.
06/11/2025 às 07:05 | Atualizado há 2 meses
               
O que são as COPs
Datas temáticas da ONU, celebradas anualmente com apoio global e engajamento mundial. (Imagem/Reprodução: Forbes)

As Conferências das Partes (COPs) são encontros anuais promovidos pela ONU que reúnem países para avaliar o avanço em temas ambientais como mudanças climáticas, biodiversidade e desertificação. Elas nasceram a partir da ECO-92, que estabeleceu a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC).

Embora mais conhecidas pelas discussões sobre clima, as COPs abrangem diferentes tratados internacionais, focando também na conservação da biodiversidade e combate à desertificação. Países membros se reúnem para negociar metas, compartilhar tecnologias e definir financiamentos para mitigar os impactos ambientais.

Destacam-se eventos como a COP3, que resultou no Protocolo de Quioto, e a COP21, que firmou o Acordo de Paris. O Brasil sediará a COP30 da UNFCCC, reforçando seu compromisso com a agenda ambiental. Essas conferências moldam políticas ambientais globais e influenciam ações nacionais sobre sustentabilidade.
As Conferências das Partes (COPs) são encontros anuais que reúnem os países membros da Organização das Nações Unidas (ONU) para avaliar o progresso das convenções sobre temas importantes como mudanças climáticas, biodiversidade e combate à desertificação. Mas, afinal, o que são as COPs e por que elas são tão relevantes no cenário internacional?

As COPs tiveram sua origem na ECO-92, a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, realizada no Rio de Janeiro em 1992. Foi nesse evento que se estabeleceu a UNFCCC (Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima), que entrou em vigor em 1994. A primeira COP foi realizada em Berlim, em 1995, marcando o início de uma série de encontros anuais.

Embora o termo COP seja mais conhecido por sua associação às conferências sobre mudanças climáticas, ele também se aplica a outras convenções internacionais. Entre elas, destaca-se a COP da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), que foca na conservação da biodiversidade e no uso sustentável dos recursos genéticos. Outra COP relevante é a da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD), que busca mitigar os efeitos da seca, principalmente nos países africanos.

Além das COPs ligadas ao clima, biodiversidade e desertificação, existem outras conferências importantes relacionadas a tratados específicos. A Convenção de Basileia, por exemplo, trata do gerenciamento de resíduos perigosos. Já a Convenção de Estocolmo aborda os poluentes orgânicos persistentes, enquanto a Convenção de Roterdã lida com o comércio internacional de produtos químicos perigosos. A Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Fauna e Flora Silvestres (CITES) também se destaca, visando garantir que o comércio global de animais e plantas selvagens não ameace sua sobrevivência.

A COP relacionada às mudanças climáticas (UNFCCC) é a mais conhecida e de maior destaque. Os temas discutidos nessas conferências abrangem a mitigação das emissões de gases de efeito estufa, a adaptação aos impactos das mudanças climáticas, o financiamento climático para apoiar países em desenvolvimento, a transferência de tecnologias sustentáveis e a abordagem das perdas e danos causados pelas mudanças climáticas.

Algumas COPs ganharam destaque ao longo dos anos devido aos seus resultados. A COP3, realizada em Quioto em 1997, resultou no Protocolo de Quioto, que estabeleceu metas obrigatórias de redução de emissões para países desenvolvidos. A COP16, em Cancún em 2010, aprovou os “Cancún Agreements”, que criaram o Green Climate Fund. A COP21, em Paris em 2015, culminou no Acordo de Paris, onde os países concordaram em limitar o aumento da temperatura global.

As COPs são organizadas por diferentes órgãos das Nações Unidas, dependendo da convenção. Cada COP é sediada por um país, que preside o evento por um ano, fornecendo infraestrutura e logística em colaboração com o secretariado específico. O Secretariado da Convenção planeja e coordena as reuniões, elabora a agenda e organiza grupos de trabalho e plenárias.

As COPs são estruturadas em sessões plenárias, grupos de trabalho focados em temas específicos e eventos paralelos organizados por ONGs e outras partes interessadas. Os participantes incluem delegados de países signatários, representantes de ONGs, do setor privado, da academia e de comunidades originárias.

O Brasil tem se empenhado em sediar uma COP. A 30ª Conferência das Partes (COP30) da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) está programada para ocorrer no país, demonstrando o compromisso brasileiro com as questões ambientais globais. O evento, que se inicia na segunda-feira, dia 10, e se estenderá até o dia 21, representa um marco importante para o Brasil e para a agenda climática mundial.

Via Forbes Brasil

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.