A COP30, realizada no Brasil, será um momento decisivo para o financiamento da preservação de florestas tropicais. Vários países devem anunciar os primeiros investimentos no fundo destinado à conservação, incluindo a Noruega, Alemanha, Brasil e Indonésia, que já se comprometeram com valores significativos.
O objetivo do fundo é captar US$ 25 bilhões em recursos públicos e atrair investimentos privados para alcançar até US$ 125 bilhões, criando um modelo sustentável de financiamento climático. O Brasil assume papel central, tanto como doador quanto como beneficiário, reforçando sua liderança no tema ambiental.
Apesar de avanços, há desafios, como a recusa temporária do Reino Unido em participar. O fundo busca superar modelos tradicionais de doação, atraindo fundos soberanos e investidores privados para fortalecer a luta contra o aquecimento global e proteger ecossistemas essenciais.
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A COP30, sediada no Brasil, deverá ser palco de importantes decisões sobre o Fundo para preservação de florestas, um mecanismo financeiro vital para a conservação de ecossistemas tropicais em escala global. Chefes de estado se reunirão para definir o futuro desse fundo, com a expectativa de anúncios de investimentos cruciais para a sua operacionalização.
A Noruega, um dos principais apoiadores do Fundo para preservação de florestas, pode estar entre os primeiros a anunciar novos recursos. A expectativa é que outros países sigam o exemplo, impulsionando o fundo em direção à sua meta de financiamento.
Além do potencial anúncio de novos membros contribuindo financeiramente para o fundo, a Alemanha também deve fazer um anúncio em breve. Friedrich Merz, chanceler do país, deverá anunciar o investimento da Alemanha no Fundo para preservação de florestas na plenária de líderes da COP.
Brasil e Indonésia já se comprometeram com US$ 1 bilhão cada, sinalizando a importância do fundo para países em desenvolvimento com vastas áreas de florestas tropicais. A expectativa é que China e Emirados Árabes Unidos também se juntem ao esforço.
Durante a reunião-almoço, representantes de 13 países, incluindo potenciais contribuintes e beneficiários, como o Suriname, farão apresentações. O Brasil, por sua vez, assume um papel duplo, tanto como doador quanto como receptor de recursos.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou a urgência da situação, alertando que “Rivalidades estratégicas e conflitos armados desviam a atenção e drenam os recursos que deveriam ser canalizados para o enfrentamento do aquecimento global. Enquanto isso, a janela de oportunidade que temos para agir está se fechando rapidamente”.
O objetivo é alcançar US$ 25 bilhões em investimentos públicos, com a meta de atrair investidores privados e elevar o montante total para US$ 125 bilhões. O governo brasileiro estima que o Fundo para preservação de florestas pode começar a operar com US$ 10 bilhões em investimentos.
Apesar do esforço diplomático, nem todos os resultados foram positivos. O Reino Unido, por exemplo, comunicou que não fará um investimento, pelo menos por enquanto, frustrando as expectativas iniciais.
O Fundo para preservação de florestas busca recursos de fundos soberanos para alavancar investimentos privados, criando um ciclo virtuoso onde o retorno financeiro se alia à conservação ambiental.
Especialistas do setor ambiental e investidores têm demonstrado grande interesse no Fundo para preservação de florestas, reconhecendo-o como uma alternativa inovadora ao modelo tradicional de doações, que muitas vezes não atende às necessidades de financiamento para o combate às mudanças climáticas.
O financiamento climático, historicamente baseado na premissa de que países desenvolvidos devem compensar os países em desenvolvimento pelos danos ambientais causados, ainda enfrenta desafios significativos. As promessas de recursos na COP29, em Baku, ficaram aquém das necessidades estimadas para adaptação e mitigação.
Lula, em artigo publicado no jornal O Globo, reiterou o apelo por investimentos ambiciosos, afirmando que o Brasil está “liderando pelo exemplo” com seu investimento de US$ 1 bilhão no Fundo para preservação de florestas.
Via Forbes Brasil
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