Vibra Energia mantém política de dividendos e foca em reduzir endividamento, com alta nas ações

Vibra Energia confirma política constante de dividendos e estratégias para diminuir endividamento, com ações valorizadas no mercado.
06/11/2025 às 16:22 | Atualizado há 5 meses
               
Lucro da Vibra
Vibra Energia mantém compromisso com remuneração apesar da queda no lucro trimestral. (Imagem/Reprodução: Investnews)

A Vibra Energia anunciou que manterá sua política de distribuição de dividendos, mesmo após uma queda significativa no lucro do terceiro trimestre. A empresa planeja pagar R$ 350 milhões em juros sobre capital próprio no início de 2026, mantendo um pagamento de 40% do lucro líquido em proventos aos acionistas.

A redução do lucro reportado é em grande parte explicada por uma comparação com o ano anterior, que contou com ganhos extraordinários decorrentes de créditos tributários. A Vibra reforça seu compromisso com a desalavancagem financeira, buscando reduzir a relação dívida líquida/Ebitda para menos de duas vezes até 2026.

As ações da Vibra subiram quase 2% após o anúncio, refletindo a confiança do mercado nas medidas de controle financeiro e no crescimento planejado. A companhia ainda foca em aumentar investimentos em marca e no segmento de lubrificantes, visando consolidar sua liderança no setor de combustíveis no Brasil e na América Latina.
A Vibra Energia anunciou que, apesar de uma queda de 90% no lucro da Vibra no terceiro trimestre, manterá a política de remuneração aos acionistas. A empresa planeja distribuir R$ 350 milhões em juros sobre capital próprio (JCP) no início de 2026, mantendo o pagamento de 40% do lucro líquido em proventos. Essa decisão demonstra o compromisso da empresa em recompensar seus investidores, mesmo diante de resultados financeiros menos favoráveis no período.

A aparente drástica redução no lucro da Vibra é, em grande parte, resultado de uma comparação com um período atípico. No terceiro trimestre do ano anterior, a empresa registrou um lucro líquido de R$ 4,2 bilhões, inflado pelo reconhecimento de créditos tributários favoráveis, decorrentes de mudanças regulatórias no setor de combustíveis. Esse impacto positivo, que somou R$ 3 bilhões, não se repetiu no balanço deste ano, distorcendo a análise comparativa dos resultados.

Em uma teleconferência com analistas, o presidente da Vibra Energia, Ernesto Pousada, reforçou o compromisso da empresa com o processo de desalavancagem. A meta é reduzir o índice de endividamento para menos de duas vezes o Ebitda até 2026. O Ebitda, que representa o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, é uma medida importante da capacidade de geração de caixa operacional da empresa.

A alavancagem, medida pela relação entre a dívida líquida e o Ebitda, já apresentou melhora, caindo para 2,7 vezes no terceiro trimestre de 2025. A expectativa é que esse índice chegue a 2,5 vezes até o final do ano, impulsionado pela forte geração de caixa operacional. Essa geração de caixa tem sido favorecida por melhorias no capital de giro, gestão de estoques e aumento da eficiência nas operações da companhia.

Analistas do mercado financeiro destacam que, mesmo com a queda no lucro da Vibra, a empresa conseguiu apresentar um Ebitda acima das expectativas e um expressivo fluxo de caixa livre no trimestre. Além disso, a Vibra tem se beneficiado do aumento de sua participação no mercado e da melhora sequencial de seus resultados. Com uma estrutura financeira mais sólida, a Vibra Energia pretende priorizar investimentos em crescimento orgânico, focando na expansão de suas operações já existentes.

Para 2026, a empresa planeja aumentar significativamente o investimento em “embandeiramento” de postos de combustíveis da marca BR, que passará a representar 40% das despesas com capital, ou capex. O embandeiramento consiste na associação de postos de combustíveis à marca BR, da Vibra. A empresa tem priorizado contratos de performance nesse processo, nos quais os revendedores são bonificados de acordo com o volume de vendas, modelo que já representa cerca de dois terços dos contratos, com duração média de cinco anos.

De acordo com Pousada, a estratégia da Vibra é combinar “crescimento com margem e baixo risco”, aproveitando o novo cenário competitivo do setor de combustíveis. O presidente da empresa destaca que o segmento opera de forma mais equilibrada após avanços regulatórios e o combate a práticas informais, como a Operação Carbono Oculto da Polícia Federal. A Vibra busca se consolidar como líder em um mercado onde a concorrência se dá sob as mesmas regras para todos.

Outro foco de crescimento da Vibra é o negócio de lubrificantes, que se tornou uma unidade independente sob a gestão de Marcelo Bragança. Esse segmento tem alcançado recordes de volume e é visto como um importante impulsionador de rentabilidade para a empresa. A Vibra planeja acelerar o crescimento orgânico desse negócio no Brasil e na América Latina, investindo na eficiência industrial, expansão de canais e fortalecimento da marca Lubrax. Para alcançar a liderança regional em lubrificantes, a empresa considera movimentos inorgânicos, como a aquisição de outras empresas ou parcerias estratégicas, especialmente fora do Brasil.

“Buscaremos o melhor caminho para consolidar nossa posição, não necessariamente via aquisição, mas possivelmente com alianças que nos deem escala e presença”, afirmou Pousada.

No pregão da bolsa de valores, as ações da Vibra apresentaram alta de 1,97%, cotadas a R$ 24,80, figurando entre os destaques positivos do Ibovespa.

Via InvestNews

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.