As emissões globais de gases de efeito estufa aumentaram 34% desde 1995, segundo dados da ONU. Esse crescimento é puxado pelo consumo contínuo de combustíveis fósseis, o que coloca em risco os esforços para conter o aquecimento do planeta.
Apesar das negociações climáticas e promessas internacionais, os resultados práticos ainda são insuficientes para evitar impactos graves no meio ambiente e na vida na Terra. Especialistas reforçam a necessidade de ações mais rápidas e eficazes.
Com o consumo de carvão e outros combustíveis fósseis permanecendo alto, países desenvolvidos e em desenvolvimento enfrentam o desafio de cumprir metas mais ambiciosas. Avanços em energias limpas são positivos, mas ainda não bastam para evitar uma trajetória perigosa do clima.
Em meio a encontros climáticos e discussões globais, os dados recentes revelam um aumento preocupante nas emissões globais crescem. Um terço a mais de gases de efeito estufa são lançados na atmosfera desde a primeira cúpula, impulsionados pelo consumo contínuo de combustíveis fósseis. As temperaturas seguem em uma trajetória perigosa, desafiando os esforços para conter o aquecimento do planeta.
Apesar das negociações e promessas, Juan Carlos Monterrey, representante do Panamá, alerta que os resultados práticos ainda são insuficientes para proteger a vida na Terra. A comunidade internacional se questiona se a diplomacia climática tem atingido seus objetivos ou se os números não refletem o progresso real.
Simon Stiell, da Convenção-Quadro da ONU sobre Mudança do Clima (UNFCCC), defende a importância das reuniões anuais, mas reconhece a urgência de ações mais rápidas e eficazes. Desastres climáticos afetam todos os países, exigindo um compromisso global intensificado.
Desde 1995, as emissões globais de gases de efeito estufa tiveram um aumento de 34%. Embora o ritmo de crescimento tenha diminuído em relação às três décadas anteriores, a trajetória ainda é considerada insustentável pelos cientistas. John Kerry, enviado climático dos EUA, reforça a necessidade de cumprir as promessas e acelerar as ações.
O World Resources Institute divulgou um relatório que aponta que as metas de redução de emissões para 2035 são insuficientes para limitar o aumento da temperatura global a 1,5°C acima dos níveis pré-industriais. Esse limite foi estabelecido no Acordo de Paris de 2015.
Nos últimos anos, as temperaturas globais já ultrapassaram temporariamente essa marca, com 2023 e 2024 registrando alguns dos maiores picos de calor. James Fletcher, da Comunidade do Caribe (CARICOM), alerta que qualquer aumento acima de 1,5°C terá consequências catastróficas, especialmente para pequenos estados insulares.
Ainda segundo Stiell, projeções indicam que, sem as ações da COP, o aumento das temperaturas poderia chegar a 5°C, em vez dos 3°C projetados atualmente. O consumo de combustíveis fósseis continua elevado, impulsionado pelo crescimento econômico e pela demanda de energia dos centros de dados de inteligência artificial.
A Agência Internacional de Energia (AIE) estima que a demanda por carvão, um dos combustíveis mais poluentes, se manterá em níveis recordes até 2027. O aumento do consumo na China, Índia e outros países compensa a queda em outras regiões.
Apesar do cenário desafiador, a energia solar e eólica ganharam espaço, as vendas de veículos elétricos aumentaram e a eficiência energética apresentou melhorias. Os investimentos em energias limpas somaram US$2,2 trilhões, superando os US$1 trilhão investido em combustíveis fósseis.
Jennifer Morgan, veterana das cúpulas da COP, destaca os avanços tecnológicos e a queda nos preços dos veículos elétricos e energias renováveis. Nos Estados Unidos, políticas de incentivo e desincentivo têm impactado o cenário das energias limpas e combustíveis fósseis.
Via Forbes Brasil