A SLC Agrícola, uma das principais produtoras brasileiras de grãos, estuda replicar a parceria firmada com o BTG Pactual, conforme declarações do CEO Aurélio Pavinato. A continuidade do modelo depende do sucesso da estratégia atual, que foi criada para reduzir dívidas e otimizar investimentos.
O acordo envolve aportes financeiros que serão aplicados principalmente em projetos de irrigação, com a SLC contribuindo com ativos, como a Fazenda Piratini, na Bahia. A estratégia foi firmada em um contexto de juros altos para melhorar a alavancagem da empresa.
A expansão do modelo pode abrir novos caminhos para a companhia, que visa aumentar sua área irrigada e agregar maior rentabilidade às plantações. A SLC também projeta crescimento na área de algodão, apesar dos desafios com preços e custos elevados, buscando aproveitar condições climáticas favoráveis para a safra.
A SLC Agrícola, uma das maiores produtoras de grãos e oleaginosas do Brasil, está considerando replicar seu modelo de parceria com fundos do BTG Pactual. A decisão dependerá do sucesso da estratégia atual, que visa reduzir a necessidade de emissões de dívidas, conforme informou o CEO da companhia, Aurélio Pavinato. Embora otimista, o executivo ressalta que a replicação não será automática e dependerá de diversos fatores ainda a serem avaliados.
Pavinato destacou que o acordo existente com o BTG Pactual atende às expectativas da empresa e de seus investidores no momento. Os acordos em vigor envolvem aportes de aproximadamente R$ 1 bilhão, que serão direcionados para investimentos estratégicos, com foco especial em projetos de irrigação. A SLC Agrícola, por sua vez, contribuirá com ativos para as sociedades criadas com os fundos, incluindo a Fazenda Piratini, localizada na Bahia.
A formalização do modelo de parceria com BTG ocorreu em um período de taxas de juros elevadas, em que a SLC busca otimizar sua alavancagem após aquisições significativas. Pavinato ponderou que a replicabilidade do modelo não é garantida, pois depende do encaixe do valor da terra para que possa ser multiplicado. No entanto, ele acrescentou que o sucesso da parceria atual abrirá caminhos para a expansão desse modelo.
Os recursos obtidos através da parceria com BTG serão cruciais para financiar os projetos de irrigação da companhia, que têm um custo estimado de R$ 25 mil por hectare. A SLC Agrícola planeja aumentar significativamente sua área plantada irrigada nos próximos anos, com o objetivo de alcançar 53,18 mil hectares. A receita gerada por essas áreas irrigadas é consideravelmente maior do que a das lavouras de sequeiro, compensando os investimentos e mitigando os riscos de perdas devido à seca.
Em relação à safra atual, Pavinato comentou que o plantio no Mato Grosso teve um início promissor, mas algumas fazendas enfrentaram falta de chuvas em outubro. Apesar disso, ele avaliou que o cenário geral no estado está positivo, e a safra de soja poderá atingir níveis semelhantes aos do ano anterior, desde que as chuvas sejam favoráveis em novembro e dezembro. A empresa busca antecipar o plantio de soja para viabilizar uma segunda safra de algodão, a partir de janeiro, aproveitando uma janela climática favorável.
A SLC Agrícola planeja expandir sua área plantada de algodão em 11% na comparação anual, atingindo quase 200 mil hectares na temporada 2025/26, com cerca de 97 mil hectares destinados à segunda safra. Apesar disso, o CEO da SLC ressaltou que os preços do algodão atualmente não incentivam o aumento da área plantada no Brasil, especialmente para novos entrantes no mercado.
Durante a teleconferência, Pavinato mencionou que a SLC deverá reduzir seus investimentos em novos projetos de algodão, enquanto o CFO Ivo Brum explicou que a combinação de juros altos e preços baixos do algodão desestimula a produção da pluma. Além de suas operações no Centro-Oeste, a companhia também atua na região Nordeste do país.
Via Forbes Brasil