Agentes de inteligência artificial ganham espaço no mercado brasileiro, com salários de até R$ 20 mil

Entenda a demanda por agentes de IA no Brasil e como se qualificar para atuar nessa área promissora com remuneração atraente.
08/11/2025 às 08:02 | Atualizado há 5 meses
               
Agentes de inteligência artificial
Profissionais que criam programas automáticos para melhorar eficiência e produtividade. (Imagem/Reprodução: G1)

O mercado brasileiro vê os agentes de inteligência artificial como uma das áreas mais promissoras. Empresas utilizam essa tecnologia para otimizar processos e aumentar a produtividade, criando oportunidades para profissionais especializados.

A demanda por especialistas em agentes de IA cresce rapidamente, com cargos que tendem a se formalizar nos próximos meses. A remuneração pode atingir até R$ 20 mil, conforme pesquisas dos principais levantamentos do setor.

Para trabalhar com agentes de IA, é essencial combinar conhecimentos em programação, especialmente Python, com entendimento dos processos empresariais. A área exige estudo contínuo, perfil analítico e participação em eventos especializados.


Em um mercado de trabalho que se transforma rapidamente, os Agentes de inteligência artificial emergem como uma das áreas mais promissoras. Empresas de diversos setores estão de olho nessa tecnologia para otimizar processos e impulsionar a produtividade, o que abre um leque de oportunidades para profissionais qualificados.

A crescente demanda por especialistas em Agentes de inteligência artificial reflete uma mudança significativa na forma como as empresas abordam a automação e a eficiência. Esses agentes, que atuam de forma autônoma na execução de tarefas, estão se tornando peças-chave em estratégias que visam a redução de custos e a melhoria da experiência do cliente.

O técnico em análise júnior, João Gama, de 19 anos, destaca a valorização de quem sabe criar e implementar esses agentes. Sua experiência em uma empresa de aluguel de veículos demonstra como o domínio dessa tecnologia pode abrir portas no mercado de trabalho.

Evellyn Cid, professora da FIAP, aponta para a criação de novas funções especializadas, como especialistas em agentes autônomos e auditores de agentes. Essa segmentação evidencia a importância da ética e da segurança no desenvolvimento e na implementação dessas tecnologias.

Segundo Raphael Bozza, do iFood, a tendência é que nos próximos meses surjam cargos formais voltados ao trabalho com Agentes de inteligência artificial. Esses profissionais já atuam na prática, mas a formalização de suas funções é um passo importante para o reconhecimento e a valorização da área.

A Catho realizou um levantamento que mostra que a remuneração média na área de IA no Brasil varia entre R$ 3,5 mil e R$ 20 mil em regime CLT. Já o Guia Salarial 2026 da Robert Half indica que especialistas em IA e machine learning podem ganhar de R$ 17,9 mil a R$ 23,5 mil, enquanto engenheiros de IA podem receber entre R$ 19,5 mil e R$ 27,1 mil.

Cleber Zanchettin, da UFPE, ressalta que a demanda por especialistas em IA cresce a uma média anual acima de 20% e que a falta de profissionais qualificados é um grande desafio. Ele também destaca a necessidade de uma formação de base sólida para resolver os desafios complexos que surgem com a automação.

Agentes de inteligência artificial são sistemas baseados em grandes modelos de linguagem (LLMs) que executam tarefas de forma autônoma, tomando decisões de acordo com as metas definidas. Eles podem automatizar consultas de clientes, analisar dados de vendas e ajustar cronogramas de construção, entre outras atividades.

No iFood, por exemplo, um agente auxilia o time de RH na gestão de indicações de candidatos, analisando currículos e cruzando dados com as vagas abertas. Para as empresas, eles aumentam a produtividade, reduzem custos e melhoram a experiência do cliente.

Amazon, Google, Microsoft, OpenAI e IBM oferecem tecnologias para criar agentes personalizados. A OpenAI já liberou para os assinantes do ChatGPT um agente capaz de reservar restaurantes e fazer compras.

Para atuar com Agentes de inteligência artificial, é preciso combinar habilidades tecnológicas, como programação e entendimento de IA, com habilidades de negócio, que envolvem a compreensão dos processos e desafios da empresa. O primeiro passo é estudar a linguagem de programação Python e explorar ferramentas como Lindy, OpenAI Operator, LangChain, CrewAI, AutogenAI e Langflow.

É importante ter um perfil analítico e crítico para compreender o fluxo e o processo que será automatizado. Além disso, é fundamental dominar os processos e conhecer o negócio para programar o agente de forma precisa e eficiente.

A área de Agentes de inteligência artificial está em constante evolução, o que exige estudo e dedicação contínuos. Participar de eventos como hackathons e encontros voltados à IA também é uma ótima oportunidade para trocar ideias e desenvolver soluções na prática.

Via g1

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Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.