A Pfizer adquiriu a Metsera por US$ 10 bilhões após uma disputa com a Novo Nordisk, encerrada pela intervenção dos reguladores dos EUA. A compra tem como objetivo ampliar a presença da Pfizer no mercado de medicamentos para obesidade.
A oferta da Pfizer foi ajustada para US$ 86,25 por ação, incluindo valores condicionados ao cumprimento de metas. A Metsera optou pela compra da Pfizer por considerar a oferta mais segura do ponto de vista regulatório.
A negociação destaca a intenção da Pfizer de renovar seu portfólio diante da pressão por novos medicamentos e reforça a aposta no mercado de obesidade, previsto para crescer até 2030. A finalização da compra está prevista para ocorrer após aprovação dos acionistas da Metsera.
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A Comprar Metsera por US$ 10 bilhões pela Pfizer (PFIZ34) marca o fim de uma intensa disputa com a Novo Nordisk, após a intervenção de reguladores dos EUA. A aquisição estratégica visa fortalecer a posição da Pfizer no promissor mercado de medicamentos para obesidade, superando obstáculos regulatórios que impediram a concorrente dinamarquesa.
A Pfizer elevou sua oferta para US$ 86,25 por ação, igualando a proposta revisada da Novo. O acordo prevê o pagamento de US$ 65,60 por ação em dinheiro, acrescido de até US$ 20,65, condicionado ao cumprimento de metas específicas, conforme comunicado da Metsera.
A decisão da Metsera de aceitar a oferta da Pfizer foi influenciada por preocupações levantadas pela Comissão Federal de Comércio dos EUA (FTC) em relação a potenciais riscos ligados à estrutura da proposta da Novo. A Pfizer já havia obtido aprovação da FTC para sua oferta.
Diante da situação, a Novo Nordisk optou por não aumentar sua oferta, alegando acreditar na conformidade de sua proposta com as leis antitruste. A empresa dinamarquesa comunicou que continuará buscando oportunidades de aquisições que se alinhem com seus objetivos estratégicos e critérios de alocação de capital.
A Metsera justificou a escolha pela oferta da Pfizer devido aos “riscos legais e regulatórios inaceitavelmente altos” que a aquisição pela Novo representaria para a empresa e seus acionistas. O conselho da Metsera considerou a oferta da Pfizer a melhor opção, tanto em termos de valor quanto de segurança na conclusão do negócio.
A Pfizer planeja finalizar a transação logo após a reunião de acionistas da Metsera, agendada para 13 de novembro.
A disputa pela Metsera envolveu duas das maiores empresas farmacêuticas do mundo, ambas buscando soluções para desafios específicos em seus negócios. A Novo, que havia feito uma oferta não solicitada em outubro, busca acompanhar sua rival, Eli Lilly, e valorizar suas ações. Já a Pfizer almeja ingressar no crescente mercado de obesidade, após tentativas frustradas com outros medicamentos.
O CEO da Pfizer, Albert Bourla, tem como objetivo um medicamento para obesidade que impulsione o crescimento da empresa e compense a queda nas vendas de produtos relacionados à Covid. A empresa enfrenta a pressão de renovar seu portfólio, diante da expectativa de perdas de receita de mais de US$ 15 bilhões devido à expiração de patentes.
O acordo para Comprar Metsera por US$ 10 bilhões visa garantir a próxima geração de medicamentos para obesidade, em um mercado que deve atingir US$ 100 bilhões até 2030. A expectativa é que esses novos medicamentos sejam tão eficazes quanto o Zepbound da Lilly, mas com administração menos frequente e menos efeitos colaterais.
A Metsera, fundada em 2022, possui três medicamentos em desenvolvimento inicial e intermediário, com potencial para apresentar menos efeitos colaterais ou maior duração em comparação com medicamentos existentes, como o Wegovy da Novo.
Inicialmente, a Pfizer havia concordado em comprar Metsera por US$ 70 por ação em setembro, antes da Novo apresentar uma oferta superior. Após tentativas judiciais da Pfizer para impedir a oferta da Novo, a Pfizer aumentou sua proposta, sendo superada pela Novo em seguida.
Durante a disputa, as ações da Metsera valorizaram cerca de 150% desde o anúncio do acordo original com a Pfizer. Na sexta-feira, as ações subiram 2%, atingindo US$ 83,18 na bolsa de Nova York, elevando o valor de mercado da empresa para aproximadamente US$ 8,75 bilhões.
A Pfizer argumentou no Tribunal de Chancelaria de Delaware que a oferta da Novo violava os termos do acordo original, por não ser uma proposta “superior”. Um juiz negou o pedido da Pfizer para bloquear a oferta da Novo. A Pfizer também processou a Novo por questões antitruste em um tribunal federal em Delaware.
A Bloomberg News informou que a Pfizer aumentou sua oferta para US$ 86,25 por ação, um prêmio de 159% em relação ao fechamento das ações da Metsera em 22 de setembro, antes do anúncio do acordo com a Pfizer. A FTC expressou preocupações de que a oferta da Novo poderia violar as leis que exigem revisão prévia de fusões, enquanto não encontrou problemas na oferta da Pfizer.
Via InfoMoney
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