Sono dividido em dois turnos era comum na história humana, revela estudo

Entenda como o sono em dois turnos era parte do ritmo natural dos nossos antepassados e por que ainda afeta nosso descanso.
08/11/2025 às 12:24 | Atualizado há 5 meses
               
Sono dividido em dois
No passado, famílias acordavam à meia-noite e voltavam a dormir depois. (Imagem/Reprodução: Redir)

O sono dividido em dois turnos, também conhecido como sono bifásico, era uma prática comum entre nossos antepassados. Eles costumavam dormir algumas horas após anoitecer, acordar por um período e depois voltar a dormir até o amanhecer.

Esse padrão, que pode parecer estranho hoje, era natural e permitia atividades noturnas. A mudança para o sono contínuo ocorreu com as transformações sociais e tecnológicas, como o uso da iluminação artificial e horários rígidos de trabalho.

Compreender que despertar no meio da noite tem raízes históricas ajuda a aceitar e lidar melhor com esse hábito. O sono dividido em dois não é um distúrbio, mas sim uma característica antiga do nosso ciclo biológico.
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Você já acordou no meio da noite, por volta das três da manhã, e se sentiu estranho por não conseguir dormir? Saiba que essa experiência, apesar de comum, pode ter raízes mais profundas do que imaginamos. Um novo estudo revela que o sono dividido em dois turnos, longe de ser um problema, pode ser um resquício de hábitos ancestrais.

Afinal, o sono dividido em dois é um costume moderno ou uma herança evolutiva? A resposta pode surpreender. Historicamente, o sono contínuo que buscamos hoje é uma invenção relativamente recente. Nossos antepassados tinham um padrão de sono diferente, marcado por um período de descanso, seguido de um tempo de vigília e, posteriormente, um segundo período de sono.

Como nossos ancestrais dormiam? Esse padrão de sono dividido em dois, conhecido como sono bifásico, era comum em diversas culturas. As pessoas dormiam algumas horas após o anoitecer, acordavam por um período para realizar atividades ou simplesmente relaxar, e então voltavam a dormir até o amanhecer.

Essa prática milenar pode explicar por que muitos de nós ainda despertamos no meio da noite. Em vez de nos preocuparmos com possíveis distúrbios, talvez devêssemos encarar esse momento como uma conexão com o passado. Entender que o sono dividido em dois já foi a norma pode trazer alívio e aceitação.

Afinal, o que mudou? A transição para o sono contínuo está ligada a mudanças sociais e tecnológicas, como a iluminação artificial e os horários de trabalho fixos. A vida moderna nos impôs um ritmo diferente, mas nosso corpo ainda guarda traços dos antigos hábitos de sono.

O sono bifásico não é um problema. Se você acorda frequentemente durante a noite, não se desespere. O sono dividido em dois pode ser apenas uma característica natural do seu ritmo biológico. Em vez de lutar contra isso, experimente aceitar e adaptar sua rotina para aproveitar esses momentos de vigília noturna.

Em resumo, o despertar noturno pode ser uma janela para o passado. Reconhecer que o sono dividido em dois tem raízes históricas profundas nos ajuda a compreender melhor nossos padrões de sono e a lidar com eles de forma mais tranquila. Que tal abraçar essa herança ancestral e fazer as pazes com suas noites (nem tão) silenciosas?

Via Folha de São Paulo

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Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.