EUA investem R$ 2,5 bilhões para ampliar produção de terras raras em Goiás

Estados Unidos investem R$ 2,5 bilhões para modernizar mina de terras raras em Goiás e fortalecer produção no Brasil.
08/11/2025 às 12:42 | Atualizado há 5 meses
               
Terras raras no Brasil
Nações ocidentais investem para diminuir a dependência econômica da China. (Imagem/Reprodução: Investnews)

A produtora brasileira Serra Verde recebeu um financiamento de US$ 465 milhões (equivalente a R$ 2,5 bilhões) da Corporação Financeira dos EUA para o Desenvolvimento Internacional (DFC). O objetivo é ampliar a produção de terras raras no Brasil e reduzir a dependência do fornecimento chinês.

O investimento será usado para modernizar a mina Pela Ema, em Goiás, e aumentar a capacidade produtiva. A DFC, criada para apoiar projetos estratégicos, destaca o papel do Brasil como fornecedor-chave desses minerais.

Essa iniciativa visa diversificar a cadeia de suprimentos para indústrias essenciais, como defesa e energia renovável. A Serra Verde pretende elevar a produção de terras raras até 2027, contribuindo para o desenvolvimento tecnológico e econômico do país.
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A produtora brasileira Serra Verde garantiu um financiamento de US$ 465 milhões (cerca de R$ 2,5 bilhões) da Corporação Financeira dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (DFC). O objetivo é impulsionar a produção de Terras raras no Brasil, em resposta à crescente demanda global por esses minerais essenciais e reduzir a dependência do ocidente em relação ao fornecimento chinês.

O aporte financeiro visa modernizar a mina Pela Ema, localizada em Goiás, conforme informações divulgadas pelo DFC. A agência federal, criada durante o governo de Donald Trump, tem como missão investir em projetos que fortaleçam os objetivos de política externa dos EUA em países em desenvolvimento.

O interesse do governo americano no Brasil, que possui uma das maiores reservas de Terras raras no Brasil fora da China, reflete uma estratégia para diversificar as cadeias de suprimentos de elementos cruciais para a indústria de defesa, veículos elétricos e energia renovável. A iniciativa busca garantir o acesso a materiais estratégicos para o desenvolvimento tecnológico e econômico.

A mina Pela Ema se destaca pela concentração de terras raras leves e pesadas, como neodímio, praseodímio, térbio e disprósio, elementos fundamentais para a transição energética. A Serra Verde, com o apoio de fundos como Denham Capital, Vision Blue Resources e Energy and Minerals Group, é pioneira na produção de Terras raras no Brasil em grande escala.

Segundo o DFC, os recursos serão destinados a modernizar a mina Pela Ema, cobrir despesas operacionais e refinanciar dívidas existentes. A empresa iniciou a produção comercial em 2024, com o objetivo de elevar a produção para algo entre 4.800 e 6.500 toneladas métricas de óxidos de Terras raras no Brasil até 2027.

Um porta-voz da Serra Verde esclareceu que o projeto ainda está em fase de revisão e que detalhes adicionais serão divulgados após a conclusão da transação. Em setembro, a Aclara Resources também obteve financiamento do DFC para um projeto de Terras raras no Brasil na região Centro-Oeste, com a possibilidade de conversão em participação acionária no futuro.

Via InvestNews

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Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.