Durante o terceiro trimestre, as ações da Braskem subiram 16,82% impulsionadas pela possibilidade de compra pela gestora IG4, apesar dos resultados financeiros negativos apresentados. A IG4 avançou nas negociações para adquirir a participação da Novonor, gerando expectativa no mercado.
O CEO da Braskem, Roberto Ramos, ressaltou que a empresa aguarda os próximos passos da negociação, enquanto busca reduzir seu endividamento. A companhia reportou prejuízo de R$ 26 milhões e aumento da alavancagem no período, mantendo cautela para não vender ativos sem condições vantajosas.
Além da negociação, a Braskem planeja ampliar sua capacidade produtiva no Rio de Janeiro e aguarda aprovação de incentivos fiscais para a indústria química. O mercado acompanha o processo, que pode impactar os próximos anos da empresa.
Durante a teleconferência de resultados do terceiro trimestre da Braskem, as atenções se voltaram para a possível Compra da Braskem pela gestora IG4. A Bloomberg divulgou que a IG4 avançou nas negociações para adquirir a participação da Novonor na companhia. Esse desenvolvimento animou o mercado, impulsionando as ações da Braskem em 16,82%, mesmo diante de um cenário de resultados financeiros considerados fracos.
Fontes informaram que a IG4 está se preparando para fazer uma proposta formal pela Braskem, embora ainda não tenha ocorrido. Discussões preliminares podem envolver o comitê de investimento da Petrobras, mas a deliberação do conselho ocorrerá somente quando a proposta estiver totalmente estruturada.
Questionado sobre o andamento da Compra da Braskem, o CEO da Braskem, Roberto Ramos, afirmou que a empresa permanece em compasso de espera, atuando como espectadora no processo. Felipe Jens, CFO da Braskem, complementou que as conversas estão em andamento, mas ainda não é possível prever a conclusão do negócio.
Enquanto aguarda o desfecho da Compra da Braskem, a Braskem busca alternativas para reduzir seu endividamento. Roberto Ramos descartou a venda de ativos até que haja uma definição sobre o futuro da companhia, a menos que as condições sejam altamente vantajosas.
A Braskem reportou um prejuízo de R$ 26 milhões no terceiro trimestre, com a alavancagem mais que dobrando em relação ao ano anterior. A relação entre dívida líquida e Ebitda atingiu 14,76 vezes, ante 6,08 vezes no terceiro trimestre de 2024. A empresa busca cortar custos, negociar prazos de pagamento com fornecedores e reduzir despesas com logística, energia e suprimentos, evitando a venda de ativos.
A dívida líquida ajustada da Braskem alcançou R$ 7,11 bilhões, um aumento de 22% em relação ao ano anterior. A empresa também está sujeita a um acordo com o governo de Alagoas para o pagamento de R$ 1,2 bilhão em indenizações relacionadas ao desmoronamento do solo em Maceió, causado pela extração de sal-gema, com pagamentos ao longo de 10 anos.
A Braskem planeja expandir a capacidade de sua central petroquímica no Rio de Janeiro, aumentando a produção de eteno em 220 mil toneladas por ano, com conclusão prevista para 2028 e investimento de R$ 4,2 bilhões. Felipe Jens estima que esse projeto pode gerar até US$ 200 milhões por ano de Ebitda adicional.
A companhia aguarda a aprovação do projeto de lei PRESIQ, que criará um novo regime de incentivos para a indústria química. Analistas do mercado consideram esse projeto crucial para a Braskem, pois permitirá que a empresa conclua seus investimentos, incluindo a expansão de seu complexo no Rio de Janeiro.
Além disso, a Braskem está envolvida no processo antidumping para o polietileno importado dos EUA e do Canadá, que, se aprovado, poderia adicionar cerca de US$ 100 milhões em Ebitda para a empresa, conforme estimativas da XP Inc. A empresa defende a aplicação de medidas protetivas e a manutenção da alíquota de imposto de importação de 20% para resinas de polietileno, polipropileno e PVC.
A novela da Compra da Braskem continua a ser acompanhada de perto pelo mercado, que aguarda os próximos capítulos dessa possível transação.
Via InvestNews