Os mercados globais encerram a semana em baixa, refletindo a cautela dos investidores diante das incertezas sobre as próximas decisões do Federal Reserve (Fed). Empresas de tecnologia também mostraram desempenho instável, afetando o clima de negociação.
A possibilidade de corte nas taxas de juros pelo Fed diminuiu, com o mercado prevendo maior probabilidade de manutenção, o que traz dúvidas sobre a economia americana. Indicadores econômicos dos EUA passam por incertezas após a reabertura do governo.
No Brasil, o Ibovespa fechou em queda e os investidores acompanham a temporada de balanços do terceiro trimestre. A volatilidade deve continuar, com atenção aos dados econômicos e movimentos do Fed que influenciam o cenário financeiro global.
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A semana encerra com os mercados em aversão ao risco, refletindo a cautela dos investidores diante das incertezas sobre as futuras decisões do Federal Reserve (Fed) e o desempenho instável das grandes empresas de tecnologia. Esse cenário tem gerado um clima de apreensão, impactando as negociações e as expectativas do mercado.
A indefinição em torno das próximas medidas de política monetária do Federal Reserve tem contribuído para o pessimismo dos investidores. O otimismo que se seguiu ao término da paralisação de 43 dias do governo americano deu lugar a questionamentos sobre a solidez da economia dos Estados Unidos.
As projeções para a reunião de dezembro sofreram mudanças significativas. A probabilidade de um corte de 0,25 ponto percentual nas taxas de juros diminuiu para 49,6%, um valor consideravelmente inferior aos 94,4% estimados há um mês. Atualmente, a maioria do mercado (50,4%) prevê a manutenção das taxas de juros, conforme dados do CME FedWatch.
A divulgação de indicadores econômicos importantes, como payroll, CPI e PCE, também enfrenta incertezas após a reabertura do governo. Apesar da expectativa de normalização, a Casa Branca alertou que os dados econômicos divulgados poderão apresentar alterações permanentes.
O ambiente de incerteza em relação à política monetária tem afetado particularmente as ações de tecnologia e as criptomoedas. A Nvidia registrou uma queda superior a 3,5%, enquanto a Tesla despencou mais de 6%. O bitcoin também perdeu o patamar dos US$ 100 mil.
No Brasil, a temporada de balanços do terceiro trimestre (3T25) está em sua fase final. Os resultados da Cosan (CSAN3), Raízen (RAIZ4), Rumo (RAIL3), Azul (AZUL4), Gol (GOLL4) e Camil (CAML3) são os destaques do dia.
No último pregão, o Ibovespa (IBOV) fechou com uma queda de 0,30%, atingindo 157.162,43 pontos. O dólar à vista (USBRL) encerrou as negociações a R$ 5,2983, com uma alta de 0,10%. O iShares MSCI Brazil (EWZ), o principal ETF brasileiro negociado em Nova York, apresentou uma alta de 0,33% no pré-market, alcançando US$ 33,09.
Os mercados asiáticos encerraram o dia em território negativo. Os principais índices europeus e os futuros de Nova York também apresentaram recuo nas primeiras horas do pregão. Os preços do petróleo estão em alta, refletindo a reação dos mercados aos novos ataques da Ucrânia contra a infraestrutura energética da Rússia.
O mercado de criptomoedas opera em forte baixa. O bitcoin (BTC) está sendo negociado em torno de US$ 96 mil, com uma queda de 5,7%, enquanto o ethereum (ETH) recua 9,3%, cotado a US$ 3.100.
A agenda do dia inclui a divulgação da segunda leitura do PIB do 3T25 da Zona do Euro, além dos indicadores IGP-10, Pnad do trimestre móvel até setembro e Prisma Fiscal no Brasil. O presidente Lula se reunirá com o Chefe do Gabinete Pessoal e participará da Cerimônia de Outorga da Ordem Nacional do Mérito Educativo. O ministro Fernando Haddad também participará do evento da Ordem do Nacional do Mérito da Educação, e Gabriel Galípolo terá despachos internos.
Na Ásia, as bolsas de Tóquio/Nikkei, Hong Kong/Hang Seng e China/Xangai apresentaram quedas de 1,76%, 1,85% e 0,97%, respectivamente. Na Europa, Londres/FTSE100, Frankfurt/DAX e Paris/CAC 40 recuaram 1,32%, 0,87% e 0,90%. Em Wall Street, os mercados futuros de Nasdaq, S&P 500 e Dow Jones também operam em baixa, com quedas de 0,63%, 0,33% e 0,20%.
No mercado de commodities, o petróleo Brent está em alta de 1,92%, cotado a US$ 64,22 o barril, e o petróleo WTI sobe 2,11%, a US$ 59,94 o barril. O minério de ferro registra alta de 0,26%, a US$ 108,85 a tonelada em Dalian, enquanto o ouro apresenta queda de 0,53%, a US$ 4.172,20 por onça-troy. No mercado de criptomoedas, o bitcoin (BTC) está cotado a US$ 96.818,89, com queda de 5,7%, e o ethereum (ETH) a US$ 3.155,50, com recuo de 9,3%.
Diante desse cenário, os mercados em aversão buscam um novo ponto de equilíbrio, com os investidores atentos aos próximos movimentos do Federal Reserve e aos dados econômicos que serão divulgados, buscando sinais mais claros sobre o futuro da economia global. A volatilidade e a incerteza devem continuar a marcar o ritmo das negociações nos próximos dias.
Via Money Times
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