As ações de Raízen (RAIZ4), Vibra (VBBR3) e Ultrapar (UGPA3) lideram as altas no Ibovespa nesta quinta-feira. Elas reagem à Operação Poço de Lobato, deflagrada contra fraudes em combustíveis envolvendo o Grupo Refit, com prejuízo estimado em R$ 26 bilhões aos cofres públicos.
A operação conta com 190 alvos e une órgãos como Receita Federal e Ministério Público. Analistas do Bradesco BBI preveem ganho de market share para distribuidoras formais, com volumes acima da média em 2026.
As ações das distribuidoras de combustíveis lideram as altas no Ibovespa nesta quinta-feira (27), em meio a baixa liquidez no mercado brasileiro.
Por volta das 11h50, Raízen (RAIZ4) subia 3,70%, cotada a R$ 0,84. Vibra Energia (VBBR3) avançava 2,08%, a R$ 24,57, na segunda posição. Ultrapar (UGPA3) registrava ganho de 1,22%, a R$ 22,32.
Os papéis reagem à Operação Poço de Lobato, que mira o Grupo Refit, ex-dono da refinaria de Manguinhos, no Rio. O esquema causou prejuízo de R$ 26 bilhões aos cofres públicos. São 190 alvos, entre pessoas e empresas ligadas ao grupo.
Os suspeitos formam organização criminosa acusada de crimes contra a ordem econômica e tributária, além de lavagem de dinheiro. A ação une Receita Federal, MP-SP, Secretarias de Fazenda de SP e municipal, PGFN, PGE-SP, Polícia Civil e Militar.
Em setembro, Receita e ANP interditaram a Refit e apreenderam navios com combustível russo importado de forma irregular. Como na Operação Carbono Oculto, que expôs PCC no setor, há uso de fintechs e fundos de investimento.
Para o Bradesco BBI, o combate à informalidade impulsiona market share das distribuidoras. Analistas Vicente Falanga e Ricardo França preveem volumes acima da média em 2026. O P/L de Vibra e Ultrapar pode chegar a 10 vezes, abrindo revisões positivas.
Risco principal é a retomada da Refit, pressionando preços e margens. Contatos do banco indicam intensificação contra informalidade.
Via Money Times