Vice-presidente da Caixa: ‘Não há crise de renda, preocupação é com juros altos’

Vice-presidente da Caixa Econômica diz que Brasil não tem crise de renda ou emprego, mas juros de 15% pressionam inadimplência. Lucro de R$ 3,8 bi no 3º tri, acima da média do setor.
27/11/2025 às 15:05 | Atualizado há 1 dia
               
Crise de renda
Carteira da Caixa dá tranquilidade para enfrentar o momento, diz VP Marcos Brasiliano Rosa. (Imagem/Reprodução: Infomoney)

O vice-presidente de Finanças da Caixa, Marcos Brasiliano Rosa, afirmou que não há crise de renda ou emprego elevando a inadimplência familiar. A preocupação principal são os juros altos de 15% ao ano, que pressionam as finanças pessoais.

No balanço do terceiro trimestre, a Caixa reportou lucro de R$ 3,8 bilhões, alta de 15,4%. A inadimplência subiu para 3,01%, abaixo da média do setor, com destaque para o agronegócio.

O vice-presidente de Finanças e Controladoria da Caixa Econômica Federal, Marcos Brasiliano Rosa, declarou que o Brasil não enfrenta uma crise de renda nem de emprego capaz de elevar a inadimplência familiar. Ele destacou a pressão das taxas de juros altas, em 15% ao ano, sobre as finanças pessoais.

A afirmação veio durante a divulgação do balanço do terceiro trimestre, em São Paulo. A carteira de crédito do banco oferece tranquilidade para esse cenário.

No período, a Caixa reportou lucro líquido contábil de R$ 3,8 bilhões. Isso representa alta de 15,4% ante o terceiro trimestre de 2024 e de 50,3% em relação a setembro do ano anterior.

O índice de inadimplência subiu de 2,66% em junho para 3,01% em setembro. Ainda assim, fica abaixo da média do setor, que foi de 3,79% para 4,12%.

Das operações de crédito, 78,4% estão em C1 e C2, com maior garantia de pagamento. Seguem 10,8% em C3, 0% em C4 e 10,8% em C5.

O agronegócio liderou o aumento da inadimplência, de 7,02% para 11,20%. Comercial passou de 8,23% para 8,95%, e imobiliário de 2,66% para 3,01%.

Brasiliano vê oportunidades com a queda esperada dos juros em 2026. O banco não planeja alterar a concessão de crédito, mantendo sua lógica segura de captação e aplicação.

Via InfoMoney

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