O vice-presidente de Finanças da Caixa, Marcos Brasiliano Rosa, afirmou que não há crise de renda ou emprego elevando a inadimplência familiar. A preocupação principal são os juros altos de 15% ao ano, que pressionam as finanças pessoais.
No balanço do terceiro trimestre, a Caixa reportou lucro de R$ 3,8 bilhões, alta de 15,4%. A inadimplência subiu para 3,01%, abaixo da média do setor, com destaque para o agronegócio.
O vice-presidente de Finanças e Controladoria da Caixa Econômica Federal, Marcos Brasiliano Rosa, declarou que o Brasil não enfrenta uma crise de renda nem de emprego capaz de elevar a inadimplência familiar. Ele destacou a pressão das taxas de juros altas, em 15% ao ano, sobre as finanças pessoais.
A afirmação veio durante a divulgação do balanço do terceiro trimestre, em São Paulo. A carteira de crédito do banco oferece tranquilidade para esse cenário.
No período, a Caixa reportou lucro líquido contábil de R$ 3,8 bilhões. Isso representa alta de 15,4% ante o terceiro trimestre de 2024 e de 50,3% em relação a setembro do ano anterior.
O índice de inadimplência subiu de 2,66% em junho para 3,01% em setembro. Ainda assim, fica abaixo da média do setor, que foi de 3,79% para 4,12%.
Das operações de crédito, 78,4% estão em C1 e C2, com maior garantia de pagamento. Seguem 10,8% em C3, 0% em C4 e 10,8% em C5.
O agronegócio liderou o aumento da inadimplência, de 7,02% para 11,20%. Comercial passou de 8,23% para 8,95%, e imobiliário de 2,66% para 3,01%.
Brasiliano vê oportunidades com a queda esperada dos juros em 2026. O banco não planeja alterar a concessão de crédito, mantendo sua lógica segura de captação e aplicação.
Via InfoMoney