O dólar à vista caiu 0,32% nesta sexta-feira (28), fechando cotado a R$ 5,3348. O movimento foi influenciado pela menor taxa de desemprego da história no Brasil, de 5,4% em outubro, e pelas apostas em corte de 0,25 ponto percentual nos juros americanos em dezembro.
Na semana, a moeda recuou 1,23% frente ao real, seguindo o índice DXY que caiu 0,12%. Bolsas dos EUA operaram com baixo volume após o feriado, e o Fed entra em período de silêncio antes da reunião do Fomc.
O dólar à vista registrou queda nesta sexta-feira (28). O USDBRL fechou a R$ 5,3348, com recuo de 0,32%.
O cenário incluiu liquidez limitada e alta nas commodities. Apostas em cortes de juros nos EUA e o desemprego recorde baixo no Brasil influenciaram o câmbio.
Na semana, a moeda caiu 1,23% frente ao real. Em novembro, acumulou perda de 0,85%.
O movimento seguiu o exterior. O DXY, que mede o dólar contra uma cesta de divisas como euro e libra, caiu 0,12%, para 99.446 pontos às 17h de Brasília.
Nos EUA, bolsas voltaram após o feriado de Ação de Graças, mas com volume baixo. Declarações do Fed elevaram chances de corte de 0,25 ponto percentual em dezembro. A ferramenta FedWatch indica 86,9% de probabilidade, para 3,50%-3,75% ao ano.
O Fed entra em silêncio neste sábado (29). A reunião do Fomc ocorre nos dias 9 e 10 de dezembro.
No Brasil, o IBGE reportou taxa de desemprego de 5,4% até outubro, menor desde 2012. Ficou abaixo da mediana de 5,5% prevista.
O Goldman Sachs nota moderação no emprego, mas mercado ainda apertado pela queda na participação da força de trabalho. Itaú BBA vê sinais de perda de fôlego, com emprego formal em queda pelo terceiro mês.
Anteriormente, o Caged mostrou 85.147 vagas em outubro, pior para o mês desde 2020. Acumulado do ano até outubro soma 1,8 milhão, abaixo de 2024.
Esses dados moldam o cenário para o câmbio nas próximas semanas.
Via Money Times