Arqueólogos e indígenas usam drones para mapear civilizações antigas na Amazônia

Indígenas Kuikuro do Xingu pilotam drones para revelar vestígios ancestrais na floresta amazônica. Projeto une arqueólogos e tecnologia moderna ao conhecimento tradicional.
30/11/2025 às 06:25 | Atualizado há 5 horas
               
Indígenas na Amazônia
30 anos de parceria Kuikuro: modelo de colaboração científica. (Imagem/Reprodução: Redir)
  • Indígenas Kuikuro, como Viola de 25 anos, no Território Indígena do Xingu (MT), usam drones para mapear sítios arqueológicos antigos na Amazônia.
  • O projeto capacita indígenas com tecnologias de sensoriamento remoto, combinando métodos modernos e práticas tradicionais de arqueologia.
  • Isso permite desvendar com precisão o passado de ancestrais, revelando histórias ocultas na floresta.
  • A iniciativa une arqueólogos e comunidades locais para explorar o território de forma eficaz.

Viola Kuikuro, de 25 anos, observa o céu enquanto controla um drone. Ele acabou de concluir o ensino médio e agora pilota o equipamento sobre a floresta próxima à aldeia Ipatsã, no Território Indígena do Xingu, em Mato Grosso.

É a segunda vez que ele usa o drone. Isso faz parte de um projeto que capacita indígenas na Amazônia com tecnologias de sensoriamento remoto. O objetivo é combinar esses métodos modernos com práticas tradicionais de arqueologia.

Assim, eles mapeiam o passado de seus ancestrais na região. Viola divide o foco entre o céu e o controle, ajudando a desvendar histórias antigas da Amazônia.

O treinamento envolve indígenas locais. Eles aprendem a usar drones para sobrevoar áreas florestais. Isso revela vestígios de civilizações antigas de forma precisa.

O projeto une arqueólogos e comunidades indígenas. Juntos, exploram o território com ferramentas que complementam o conhecimento tradicional.

Via Folha de S.Paulo

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