Netanyahu solicita perdão presidencial em julgamento por corrupção

Benjamin Netanyahu pede perdão ao presidente de Israel em meio a processo por corrupção, suborno e fraude. Oposição critica e Trump apoia. Entenda o pedido polêmico que divide o país.
30/11/2025 às 12:26 | Atualizado há 6 horas
               
Perdão de Netanyahu
Netanyahu pede perdão ao presidente em processo de corrupção. (Imagem/Reprodução: Moneytimes)

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, pediu perdão presidencial em seu julgamento por corrupção. Seus advogados argumentam que as acusações prejudicam a gestão do país e que o perdão uniria a nação.

A oposição, liderada por Yair Lapid, exige confissão de culpa e saída da política. O presidente Isaac Herzog considera o pedido ‘extraordinário’ e o encaminha ao Ministério da Justiça para análise.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, solicitou ao presidente do país um perdão de Netanyahu em seu processo de corrupção em andamento. Ele alega que as acusações atrapalham sua gestão e que o perdão beneficiaria a nação.

Netanyahu rejeita as imputações de suborno, fraude e quebra de confiança. Seus advogados enviaram uma carta ao gabinete presidencial afirmando que ele espera uma absolvição total nos tribunais.

Em vídeo curto divulgado pelo Likud, seu partido, Netanyahu disse: “Meus advogados pediram perdão hoje. Quem quer o bem de Israel deve apoiar isso”. O julgamento dura cinco anos, sem admissão de culpa por parte dele ou da defesa.

O líder oposicionista Yair Lapid rebateu, exigindo admissão de culpa, arrependimento e saída da política para qualquer perdão.

Tradicionalmente, perdões em Israel ocorrem após condenações. Os advogados de Netanyahu argumentam que o presidente pode agir por interesse público, para unir o país.

O gabinete de Isaac Herzog chamou o pedido de “extraordinário” com “implicações significativas”. Ele será avaliado com opiniões relevantes, encaminhado ao Ministério da Justiça.

Donald Trump escreveu a Herzog pedindo o perdão, qualificando o caso como “acusação política e injustificada”. O ministro da Justiça, Yariv Levin, aliado de Netanyahu no Likud, está envolvido no processo.

Via Money Times

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