A produção orgânica na Dinamarca gerou € 2,1 bilhões (R$ 13 bilhões) em 2023, com 12% dos alimentos consumidos sendo orgânicos, o maior índice mundial. O Brasil, apesar do vasto território agrícola, usa apenas 0,4% para orgânicos, faturando € 778 milhões.
Estudo de Unicamp e Embrapa compara os países e destaca estratégias dinamarquesas: legislação pioneira, incentivos e educação ao consumidor. No Brasil, desafios como crédito escasso limitam o crescimento, mas lições podem impulsionar o setor.
A Produção orgânica na Dinamarca gerou € 2,1 bilhões (R$ 13,07 bilhões) em 2023, com 12% do consumo de alimentos e bebidas sendo orgânicos, o maior índice mundial. O Brasil, com vasto potencial agrícola, ainda luta para expandir esse mercado.
Um estudo de pesquisadores da Unicamp e Embrapa compara os dois países. A agropecuária orgânica evita agrotóxicos, fertilizantes sintéticos e transgênicos, usando rotação de culturas e controle biológico.
Globalmente, o setor orgânico atingiu € 136 bilhões em 2023. Líderes incluem EUA (€ 59 bilhões), Alemanha (€ 16,1 bilhões) e China (€ 12,7 bilhões). Dinamarca, 12ª no ranking, tem 11,8% das vendas em varejo orgânicas.
O sucesso dinamarquês veio de estratégias desde os anos 1980: instituições fortes, legislação pioneira, incentivos e educação ao consumidor. Supermercados oferecem preços baixos desde os 1990. O país usa 303,4 mil hectares para orgânicos, com gasto per capita de € 362 anuais.
No Brasil, de 351 milhões de hectares agrícolas, só 1 milhão é orgânico (0,4%). Receita de € 778 milhões, consumo per capita de € 4. Apenas 24 mil produtores registrados no CNPO, com vendas em circuitos curtos e falta de dados.
Desafios incluem crédito escasso e assistência técnica limitada, criando ciclo de preços altos e baixa escala. Lições dinamarquesas sugerem metas, incentivos e certificação confiável para varejo previsível.
O Brasil tem diversidade e demanda crescente por saudáveis. Alinhar políticas pode replicar o modelo virtuoso. Detalhes do estudo.
Via Forbes Brasil