S&P encerra avaliação de crédito da Ambipar (AMBP3) após calote e pedidos de recuperação judicial

S&P Global Ratings interrompe ratings de crédito da Ambipar (AMBP3) após default e pedidos de proteção judicial no Brasil e EUA. Empresa demite 35 diretores em meio a crise de governança.
03/12/2025 às 08:31 | Atualizado há 2 meses
               
S&P Ambipar
S&P para de avaliar notas de crédito da Ambipar (AMBP3). (Imagem/Reprodução: Moneytimes)

A S&P Global Ratings anunciou o fim da avaliação de crédito da Ambipar (AMBP3). A decisão ocorre após calote em obrigações financeiras e pedidos de recuperação judicial no Brasil e nos EUA.

A empresa enfrenta irregularidades em derivativos de green bonds, rebaixamento de nota e demissão de 35 diretores por falhas em governança. Investidores monitoram o plano de reestruturação.

A S&P Ambipar Global Ratings anunciou que não vai mais acompanhar nem avaliar as notas de crédito da Ambipar (AMBP3). A decisão saiu em um comunicado ao mercado nesta quarta-feira (3).

A agência tomou essa atitude depois que a empresa deu calote e pediu proteção judicial contra credores no Brasil e nos Estados Unidos.

Tudo começou com a descoberta de irregularidades em operações financeiras. Elas envolviam derivativos ligados a green bonds. Em setembro, a Ambipar pediu uma liminar preventiva para ganhar tempo com a pressão financeira. A S&P rebaixou a nota na época.

Em outubro, veio o pedido formal de recuperação judicial nos dois países. Agora, a agência optou por retirar todas as avaliações de risco de vez.

Na segunda-feira (1º), a Ambipar confirmou a demissão de 35 diretores e gestores. O motivo: falhas graves em governança e gestão de riscos. A empresa admitiu problemas estruturais e apresentou um plano de reconstrução para os próximos meses.

Isso responde a questionamentos da B3. A companhia enfrenta perda de confiança, turbulência financeira e dúvidas sobre sua gestão. O mercado vê sinais claros de crise interna.

Esses eventos marcam um momento delicado para a Ambipar. Investidores acompanham os próximos passos na reestruturação.

Via Money Times

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