Banco Central exclui 33 instituições do Pix após ataques hackers, afirma secretário

BC exclui 33 instituições do Pix para reforçar segurança após ataques hackers que causaram desvios milionários.
05/12/2025 às 07:42 | Atualizado há 4 meses
               
Instituições excluídas do Pix
Medida fortalece segurança e estabilidade do sistema financeiro, iniciativa da autoridade. (Imagem/Reprodução: Redir)

O Banco Central adotou medidas rigorosas para fortalecer a segurança do Pix, excluindo 33 instituições e suspendendo outras sete após identificadas vulnerabilidades que facilitaram ataques hackers.

O secretário-executivo Rogério Lucca explicou que essas ações visam combater fraudes, proteger o sistema e evitar prejuízos financeiros, considerando o recente registro de desvios de cerca de R$ 1,5 bilhão em ataques.

Além da exclusão, o BC estabeleceu limites para operações e trabalha em normas para o mercado de criptoativos, reforçando o compromisso com a segurança do sistema financeiro brasileiro.

O Banco Central adotou medidas para reforçar a segurança do sistema Pix, excluindo 33 instituições e suspendendo outras sete após identificadas fragilidades que facilitaram ataques hackers. O secretário-executivo Rogério Lucca informou que essas ações fazem parte de uma série de inspeções e medidas para combater fraudes e proteger o sistema de pagamentos instantâneos contra crimes virtuais.

As instituições excluídas do Pix incluem entidades que tiveram autorização negada ou que descumpriram prazos e procedimentos estabelecidos. Também entraram na lista aquelas que apresentaram falhas na gestão de riscos de fraude e não mantiveram um participante responsável no sistema.

Entre julho e agosto, o Banco Central registrou vários incidentes de maior impacto financeiro, totalizando desvios de cerca de R$ 1,5 bilhão em oito ataques a instituições. Apesar disso, o sistema do Banco Central não foi comprometido. Em resposta, o órgão limitou a R$ 15 mil o valor das operações do Pix para algumas instituições e determinou o encerramento das chamadas “contas-bolsão”, usadas para ocultar bens e facilitar lavagem de dinheiro.

Além disso, o BC está colocando em vigor regras para o mercado de criptoativos em fevereiro de 2026, com o intuito de reduzir brechas para fraudes e aumentar a rastreabilidade das operações. Também trabalha no aprimoramento do Mecanismo Especial de Devolução (MED), que facilita a recuperação de valores por vítimas de golpes.

Essas ações reforçam o compromisso do Banco Central em aprimorar a segurança e a confiabilidade do Pix, protegendo usuários e o sistema financeiro brasileiro contra fraudes digitais.

Via Folha de S.Paulo

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