O Brasil se destaca na mineração mundial de ouro, com 84 toneladas produzidas em 2024, ocupando o 15º lugar no ranking global. Possui reservas significativas, mas ainda não totalmente exploradas, gerando potencial para crescimento no setor.
A valorização do ouro, que teve alta de 155% na última década, motivou reajuste para US$ 2,1 bilhões em investimentos até 2028, 39% acima da previsão anterior. Empresas como AngloGold Ashanti concentram esforços em Minas Gerais, buscando expandir produção e inovação.
Desafios técnicos da extração limitam crescimento rápido, mas a movimentação estratégica de ativos mostra adaptação do setor ao cenário atual, fortalecendo a mineração como setor promissor no Brasil.
O Brasil mantém uma posição importante na mineração, representando cerca de 2% da produção de ouro no Brasil no cenário global, com 84 toneladas extraídas em 2024, ocupando o 15º lugar mundial. Embora o país detenha aproximadamente 2,4 mil toneladas em reservas, equivalentes a 4% do total mundial, grande parte dessas reservas ainda não foi explorada, segundo Rafael Marchi, da Alvarez & Marsal.
O valor do ouro vem aumentando, com alta de 155% na última década e 60% somente em 2025, impulsionado por aquisições crescentes dos Bancos Centrais, como o da China, que diversificam reservas diante da desconfiança em relação ao dólar, cuja dívida americana está no maior nível histórico (120% do PIB).
No Brasil, os investimentos para ampliar a mineração no setor aurífero foram revisados para US$ 2,1 bilhões para o período 2024-2028, 39% acima da previsão anterior, evidenciando o interesse crescente. A AngloGold Ashanti, presente há quase 200 anos no país, lidera como terceira maior produtora, com 10,6 toneladas em 2024, operando a mina mais profunda do Brasil, em Minas Gerais, a 1,6 km subterrâneo.
A empresa também investe em prospecção de áreas inéditas e melhorias operacionais, destinando R$ 15 milhões para novas pesquisas. A extração enfrenta desafios técnicos, já que é necessária a movimentação de grandes volumes de rochas para se obter pequenas quantidades de ouro, explicando o ritmo lento de expansão na produção, que cresceu apenas 2% globalmente entre 2024 e 2025.
Recentemente, a AngloGold vendeu ativo em Goiás para a Aura Minerals, focando seus esforços nas operações em Minas Gerais, onde mantém quase 80% da produção no país. Essa movimentação reflete a estratégia de concentração frente às condições atuais do mercado do ouro.
Via InvestNews