Os preços mundiais dos alimentos registraram queda pelo terceiro mês consecutivo em novembro, conforme relatório da FAO. O índice atingiu 125,1 pontos, menor nível desde janeiro, refletindo uma redução contínua iniciada no início do ano.
A diminuição nos preços foi puxada principalmente pelo açúcar, produtos lácteos e alguns óleos vegetais, enquanto carne bovina se manteve estável e cereais tiveram leve alta. A análise mostra influência de fatores geopolíticos e climáticos, como a tensão na região do Mar Negro e condições climáticas na América do Sul.
Além disso, a FAO projeta crescimento na produção global de cereais em 2025, com estoques recordes, indicando possíveis impactos na oferta e preços futuros. Essa dinâmica afeta acesso aos alimentos e o mercado internacional.
Os preços mundiais dos alimentos registraram queda pelo terceiro mês consecutivo em novembro, conforme relatório da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). O índice de preços alimentares alcançou 125,1 pontos, menor nível desde janeiro e abaixo dos 126,6 pontos de outubro.
Em relação ao ano anterior, o índice ficou 2,1% menor e 21,9% abaixo do ápice de março de 2022, influenciado pela invasão russa à Ucrânia. A queda inclui o açúcar, que recuou 5,9%, atingindo o valor mais baixo desde dezembro de 2020, e produtos lácteos, com baixa de 3,1% pelo quinto mês consecutivo, devido à maior produção e oferta global.
Os óleos vegetais também tiveram redução de 2,6%, com destaque para aceite de palma em queda, compensando a elevação do óleo de soja. Os preços de carnes mostraram retração de 0,8%, principalmente nas carnes suína e de aves, enquanto a carne bovina manteve-se estável após a retirada das tarifas dos EUA.
Por outro lado, o preço dos cereais subiu 1,8% em novembro. O trigo puxou a alta considerando a demanda da China e tensão na região do Mar Negro, enquanto o milho seguiu firme devido à procura por exportações brasileiras e condições climáticas adversas na América do Sul.
A FAO também elevou a projeção de produção global de cereais para 2025, agora estimada em 3,003 bilhões de toneladas, com estoques finais previstos para atingir recorde de 925,5 milhões de toneladas, impulsionados por maiores reservas na China, Índia e países exportadores.
Via Forbes Brasil