Descobertas genéticas explicam como humanos passaram a caminhar sobre duas pernas

Pesquisadores identificam mudanças genéticas que permitiram o bipedalismo humano e a evolução da pelve para caminhada ereta.
09/12/2025 às 10:01 | Atualizado há 4 meses
               
Mudanças na pelve facilitaram a caminhada e o parto dos bebês. (Imagem/Reprodução: Super)

Cientistas descobriram alterações genéticas fundamentais que possibilitaram aos humanos caminhar com duas pernas. Essas mudanças ocorreram nos ossos da pelve, especialmente nos ílios, que passaram a ter formato adaptado para a postura ereta e equilíbrio.

Essa modificação influenciou o crescimento ósseo e a posição dos músculos do quadril, favorecendo a locomoção bípede. Além disso, a pelve mais larga contribuiu para o parto, acoplado ao aumento do cérebro humano, que exigiu mais espaço.

O estudo mostra a complexidade da interação genética e dos tecidos na evolução do bipedalismo. Essa habilidade ajudou os humanos a correr longas distâncias, adaptando-se a desafios de sobrevivência e obtenção de alimentos.

Pesquisadores identificaram alterações genéticas essenciais que permitiram que o ser humano passasse a caminhar sobre duas pernas. Essas mudanças ocorreram principalmente em dois ossos da pelve chamados ílios, que possuem formato côncavo e adaptação fundamental para a postura ereta e o equilíbrio bípede.

Durante o desenvolvimento embrionário, esses ossos sofreram uma modificação no processo de ossificação, crescendo de maneira diferente da observada em primatas e outros mamíferos. Essa alteração gerou uma pelve mais larga e um sacro alargado, possibilitando a curvatura natural da lombar humana.

Com essa nova estrutura óssea, os músculos do quadril também mudaram de função e posição, garantindo suporte para o corpo na caminhada sobre as duas pernas. Além disso, essa configuração da pelve facilitou a passagem do bebê no parto, que se tornou mais complexo devido ao aumento do tamanho do crânio.

O crescimento cerebral humano, impulsionado pelo uso do fogo e do cozimento dos alimentos, ampliou a demanda por espaço na pelve. Assim, a evolução selecionou ossos com formato que atendessem ao equilíbrio entre locomoção e reprodução.

O estudo destaca que essas mudanças genéticas envolvem a ativação e inativação em novos locais e períodos durante o desenvolvimento, o que demonstra a complexidade da interação entre genes e tecidos. Essa combinação foi determinante para um dos traços mais marcantes do ser humano: o bipedalismo.

Embora humanos corram de modo menos eficiente que outros mamíferos, o bipedalismo favorece corridas de longa duração, uma característica pouco comum entre outros primatas. Essa capacidade pode ter sido vantajosa para os primeiros humanos em busca de alimento e recursos.

Via Super

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