A SAF do Atlético Mineiro lançou um Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) para captar R$ 90 milhões. A operação, coordenada pela Galapagos Capital, usa receitas futuras do clube como garantia.
O fundo, destinado a investidores profissionais, busca antecipar receitas sem aumentar o endividamento, com ativos garantidos e liberados nesta terça-feira (9). Essa é a segunda iniciativa desse tipo entre clubes brasileiros.
Desde a criação da SAF, o clube já recebeu mais de R$ 1 bilhão em investimentos para sustentar a profissionalização e ajustes financeiros, incluindo a Arena MRV e folha salarial.
A SAF do Atlético Mineiro, liderada por Rubens Menin, lançou um Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) para captar R$ 90 milhões na sua estreia. A operação, coordenada pela Galapagos Capital, usa como garantia receitas futuras do clube, como patrocínios, direitos de arena, vendas de jogadores e receitas do programa de sócio-torcedor, além do aporte do Clube Social.
Registrada na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e destinada a investidores profissionais, a emissão termina nesta terça-feira (9), quando os recursos serão liberados para a SAF em troca da cessão dos recebíveis. O fundo foi estruturado para antecipar receitas sem aumentar o endividamento da SAF, aceitando apenas créditos líquidos, certos e não vencidos.
Essa é a segunda iniciativa desse tipo entre clubes brasileiros, após o São Paulo FC captar R$ 240 milhões no modelo semelhante, com diferenciais financeiros porque o Atlético já opera como SAF, com patrimônio separado, dispensando cláusulas rígidas de controle financeiro exigidas no caso do São Paulo, que ainda funciona como clube social.
Desde a criação da SAF em julho de 2023, que envolveu a venda de 75% do futebol para a Galo Holding por R$ 913 milhões, os investimentos somam mais de R$ 1 bilhão para sustentar a profissionalização e o ajuste financeiro do clube, incluindo a Arena MRV e a folha salarial.
O uso do FIDC permite ao clube antecipar receitas com custo inferior ao crédito tradicional, evitando empréstimos bancários ou debêntures, garantindo governança mais rígida e controle sobre os créditos que alimentam o fundo.
Via InvestNews