Estudo revela que aranhas fêmeas produzem as teias mais resistentes do mundo

Pesquisa mostra que só as aranhas fêmeas do gênero Caerostris produzem teias com resistência superior e aplicação promissora.
10/12/2025 às 11:42 | Atualizado há 4 meses
               
Pesquisadores testam resistência de teias em espécies com fêmeas muito maiores que machos. (Imagem/Reprodução: Super)

Pesquisadores descobriram que as aranhas fêmeas do gênero Caerostris produzem as teias mais resistentes do mundo. As fêmeas são muito maiores que os machos, o que está ligado à força da seda que elaboram.

O estudo analisou espécies como Caerostris darwini e Caerostris kuntenri, verificando que a seda das fêmeas adultas é mais forte e extensível. Isso se deve à composição química da seda, especialmente à presença de prolina, que torna a teia rígida.

As teias dessas aranhas servem para capturar presas grandes e têm potencial para aplicações médicas, como regeneração óssea e nervosa. A relação entre tamanho corporal e qualidade da seda explica a evolução das espécies.

Pesquisadores descobriram que as teias mais resistentes do mundo são produzidas exclusivamente por aranhas fêmeas do gênero Caerostris. Essas aranhas apresentam um dimorfismo sexual marcante, com fêmeas até cem vezes mais pesadas que os machos. Essa diferença impacta na força da seda que elas produzem.

O estudo avaliou a resistência das sedas de duas espécies, Caerostris darwini e Caerostris kuntenri, cujas fêmeas possuem corpo significativamente maior. Para medir a força das fibras, os cientistas coletaram fios das teias e esticaram-nas até o ponto de ruptura. O resultado mostrou que as sedas das fêmeas adultas são muito mais resistentes e extensíveis do que as produzidas pelos machos, além de superarem as de fêmeas jovens.

Essa capacidade está relacionada à composição química da seda, rica em prolina, substância que confere rigidez e exige alto gasto metabólico para ser produzida. Durante a evolução, o crescimento do corpo das fêmeas foi impulsionado pela necessidade de capturar presas maiores, como libélulas, que voam a cerca de 16 km/h e exigem teias fortes para resistir ao impacto.

Além de funcionar como armadilhas, as teias podem auxiliar na movimentação, proteção dos ovos e até servir como sensores. O estudo indica que a relação entre tamanho corporal e qualidade da seda é fundamental para entender a evolução dessas espécies.

Há também pesquisas que sugerem potenciais aplicações médicas para a seda dessas aranhas, como na regeneração de ossos e nervos, tornando-a um material natural com propriedades promissoras.

Via Super

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