Jovens australianos deixam redes sociais antes de nova regra de acesso

Adolescentes australianos deixam redes sociais por regra que exige verificação de idade, mas alguns conseguem continuar acessando com artifícios.
10/12/2025 às 15:29 | Atualizado há 4 meses
               
A Austrália precisa definir regras claras para verificação de idade eficaz. (Imagem/Reprodução: Redir)

Na Austrália, adolescentes com menos de 16 anos começaram a sair das redes sociais devido a uma nova regra que exige verificação rigorosa de idade para acesso. A medida visa proteger os jovens de riscos digitais, mas ainda gera dúvidas sobre quem será responsável pela checagem.

Apesar da proibição, muitos adolescentes conseguem acessar as plataformas usando contas alternativas ou ferramentas como VPNs para burlar o bloqueio. Relatos nas redes mostram despedidas e mensagens sobre a impossibilidade de uso até completarem 16 anos.

Esse é um teste pioneiro para controlar o uso das redes por menores, mas o cumprimento da regra esbarra em fraudes e dificuldades tecnológicas. O desafio de garantir a proteção dos jovens segue em aberto entre governo e empresas do setor.

Na Austrália, adolescentes abaixo de 16 anos começaram a se despedir das redes sociais antes do início de uma nova regra que proíbe seu acesso. Essa medida, destinada a proteger menores de riscos digitais, exige uma verificação rigorosa de idade, que ainda está em debate sobre quem será responsável por realizá-la. Apesar das restrições, diversos jovens relataram conseguir continuar acessando as plataformas, seja por meio de contas secundárias ou usando métodos como VPNs para contornar o bloqueio.

Usuários australianos nas redes têm compartilhado vídeos de despedida e mensagens explicando que só poderão retornar quando completarem 16 anos. Por outro lado, alguns comemoram o fato de ainda poderem usar suas contas, enquanto outros apostam em criar novos perfis para driblar as regras. A Meta, empresa controladora do Facebook e Instagram, solicitou às lojas de aplicativos que façam a verificação da idade, à fim de simplificar o processo para os usuários.

Além da proibição, muitos adolescentes já utilizavam informações falsas na hora de se cadastrar, seja fornecendo idades incorretas ou dados de familiares, o que dificulta o controle efetivo da faixa etária. Essa iniciativa é um experimento na Austrália, parte de uma série de ações para regulamentar o uso das redes sociais por jovens. A eficácia do bloqueio depende também da implementação das soluções tecnológicas adotadas.

Assim, embora haja uma regra clara quanto à idade mínima para acessar as plataformas, o desafio de garantir seu cumprimento mostra-se complexo, com relatos de acesso liberado mesmo entre os menores. A questão da proteção digital dos adolescentes segue em aberto, com o governo e as empresas buscando formas de cumprir a legislação e evitar fraudes.

Via Folha de S.Paulo

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