Levantamento da Liga Ventures revela que os investimentos em construtechs caíram para R$ 16 milhões em 2025, contra R$ 68 milhões no ano anterior. O número de operações também diminuiu, refletindo uma análise mais cautelosa dos modelos de negócio.
O setor conta com 267 empresas ativas, focadas em tecnologias que melhoram produtividade e processos na construção civil. Cerca de 20% destas startups surgiram entre 2020 e 2025, acompanhando o crescimento da digitalização no setor.
As áreas com maior participação incluem gestão de obras e inteligência artificial, com forte presença em São Paulo. Apesar da queda nos investimentos, a modernização da construção segue avançando de forma gradual.
Levantamento da Liga Ventures aponta que os investimentos em construtechs tiveram queda significativa em 2025. No ano, essas startups captaram R$ 16 milhões em três rodadas, contra R$ 68 milhões obtidos em 2024, distribuídos em dez operações. Os dados indicam um momento de maior cautela, com análises mais rigorosas de modelos de negócio e maturidade das soluções.
O estudo revelou 267 empresas ativas no setor, que aplicam tecnologias para melhorar produtividade, organizar processos e apoiar etapas diversas da construção. Cerca de 20% dessas empresas foram criadas entre 2020 e novembro de 2025, período que acompanhou o crescimento do interesse por digitalização no setor.
As áreas mais representadas incluem gestão de obras, cotação e compra de insumos, construção modular, realidade virtual, além de educação e interatividade. Essas frentes buscam melhorar eficiência, reduzir desperdícios e facilitar a visualização dos projetos.
Segundo Daniel Grossi, cofundador da Liga Ventures, a modernização da construção civil avança de forma gradual, impulsionada pela industrialização e digitalização. Startups focadas em eficiência e controle de custos podem avançar, mesmo em períodos com menor volume de investimentos.
Dentre as 29 startups que usam inteligência artificial, as aplicações vão desde automação de projetos e monitoramento por visão computacional até manutenção preditiva. O mercado está concentrado principalmente em São Paulo (42%), seguido por Minas Gerais e Santa Catarina (12% cada).
Ferramentas como dashboards, marketplace e cloud computing são frequentes. A maior parte das soluções atende ao público B2B, que representa 81% do mercado de construtechs no país.
Via Startupi