Pesquisadores do Monterey Bay Aquarium Research Institute (MBARI) capturaram imagens de um polvo-bolha vivo na Baía de Monterey, Califórnia, durante expedição em novembro. O avistamento ocorreu a cerca de 700 metros de profundidade, usando um veículo operado remotamente.
Essa espécie, conhecida por seu corpo gelatinoso e volumoso, é muito rara. Em 40 anos de estudo, o MBARI viu apenas quatro exemplares vivos. No registro, o polvo foi visto segurando uma água-viva vermelha, detalhando seu comportamento e movimentação.
Fêmeas podem chegar a 4 metros e pesar até 75 quilos, enquanto machos são menores, o que dificulta ainda mais seu estudo. Esse registro ajuda a entender melhor a alimentação e defesa do polvo-bolha, um gigante pouco conhecido das profundezas.
Pesquisadores do Monterey Bay Aquarium Research Institute (MBARI) registraram, em novembro, um exemplar vivo do polvo-bolha (Haliphron atlanticus) durante expedição na Baía de Monterey, Califórnia (EUA). O avistamento ocorreu a aproximadamente 700 metros de profundidade por meio de um veículo operado remotamente.
Essa espécie é considerada rara: em 40 anos de estudos, é apenas a quarta vez que o MBARI observa um indivíduo vivo. O polvo-bolha recebeu esse nome pela aparência gelatinosa e volumosa. Nas imagens, o animal aparece segurando uma água-viva da espécie Periphylla periphylla, conhecida como água-viva-capacete, de cor avermelhada.
Este registro foi importante porque permitiu analisar detalhes como o movimento do manto e a forma como o polvo manipula sua presa. Pesquisas anteriores indicam que o Haliphron atlanticus se alimenta principalmente de grandes águas-vivas gelatinosas. A estratégia alimentar consiste em comer primeiro a parte superior da água-viva e depois usar seus tentáculos urticantes como defesa.
As fêmeas podem atingir até 4 metros e pesar cerca de 75 quilos, enquanto os machos são significativamente menores, chegando a 21 centímetros. Isso dificulta o estudo da espécie, o que explica a escassez de avistamentos. A designação “polvo-de-sete-braços” deve-se ao fato dos machos esconderem um braço especializado para reprodução.
Além das raras observações do MBARI, registros globais do polvo-bolha vivo são muito limitados, com a maioria dos dados vindo de capturas acidentais ou animais encontrados mortos. O monitoramento contínuo ajuda a compreender melhor esse gigante das profundezas oceânicas.
Via Super