Suzano ajusta meta de dívida e estuda venda de ativos não essenciais

Suzano diminui meta de endividamento e planeja venda de ativos para reforçar caixa e reduzir custos.
11/12/2025 às 15:41 | Atualizado há 4 meses
               
Suzano venderá terras perto de cidades para investidores do mercado imobiliário. (Imagem/Reprodução: Investnews)

A Suzano anunciou a redução da meta de sua dívida líquida de R$ 12 bilhões para R$ 11 bilhões, buscando limitar a alavancagem a no máximo 2,5 vezes. A empresa planeja vender ativos considerados não essenciais, como terras próximas a centros urbanos e infraestrutura logística, para gerar capital.

Além disso, a Suzano adotará medidas como payout mínimo de dividendos, recompras mais seletivas de ações e redução de investimentos. O objetivo é equilibrar as finanças e manter flexibilidade para aproveitar oportunidades no mercado. A companhia também projeta ampliar sua capacidade de produção na fábrica de Ribas do Rio Pardo até 2027, sem grandes investimentos adicionais.

A Suzano anunciou uma redução na meta de sua dívida líquida, que passou de R$ 12 bilhões para R$ 11 bilhões, visando uma alavancagem máxima de 2,5 vezes. Essa atualização foi confirmada pelo vice-presidente financeiro, Marcos Assumpção, durante apresentação a investidores.

O plano da companhia inclui a venda de ativos considerados não essenciais, como terras próximas a centros urbanos e infraestrutura composta por terminais portuários e ferroviários. Segundo Assumpção, esses bens podem gerar capital relevante, considerando o interesse do setor imobiliário e a valorização da infraestrutura que ainda não estaria refletida no valor das ações.

Para equilibrar as finanças, a Suzano adotará ainda um payout mínimo de dividendos e programas mais seletivos de recompra de ações, além de diminuir os investimentos. A empresa encerrou setembro com alavancagem em dólar de 3,3 vezes, mostrando espaço para avançar em seu plano de desalavancagem.

O foco também está em manter flexibilidade para aproveitar oportunidades no mercado, que passa por um ciclo de preços baixos, aumento de custos e fechamento de capacidades em países desenvolvidos. O presidente-executivo João Alberto Fernandez de Abreu ressaltou que o desinvestimento não envolve grandes vendas, mas itens estratégicos que podem ajudar na geração de caixa.

Operacionalmente, a Suzano projeta ampliar sua capacidade de produção na fábrica de Ribas do Rio Pardo (MS) para 2,7 milhões de toneladas de celulose de eucalipto até 2027, acima da capacidade nominal de 2,55 milhões de toneladas, com ganhos obtidos por melhorias internas, sem grandes investimentos adicionais.

Via InvestNews

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.