A Tether Holdings, empresa de criptomoedas, apresentou uma oferta para adquirir o controle majoritário da Juventus, oferecendo 2,66 euros por ação à Exor NV, controladora do time. A proposta avaliava o clube em cerca de 1,1 bilhão de euros, com um prêmio de 21% sobre o valor recente das ações.
A família Agnelli, responsável pela Exor e ligada à Juventus por mais de cem anos, rejeitou a oferta e afirmou que o clube não está à venda. Embora avaliem mudanças em seu portfólio, os Agnellis mantêm a Juventus como símbolo tradicional.
A proposta da Tether ocorre num momento delicado para a Juventus, que enfrenta queda no desempenho esportivo e penalização na Série A. A disputa mostra o contraste entre o modelo financeiro digital emergente, representado pela Tether, e o legado industrial ligado à família Agnelli.
A Tether Holdings, conhecida por sua stablecoin USDT, fez uma proposta para assumir o controle do Juventus Football Club SpA, ofertando € 2,66 por ação para a Exor NV, que detém 65,4% das ações. Esse valor avalia o clube em cerca de € 1,1 bilhão, com um prêmio de 21% sobre o preço recente das ações. A Tether também se comprometeu a injetar € 1 bilhão adicional para o clube e comprar as ações restantes a no mínimo o mesmo preço.
Porém, a família Agnelli, que controla a Exor e tem ligação com a Juventus há mais de um século, rejeitou a oferta. O conselho da holding declarou que o clube “não está à venda” e recusou a investida da empresa de criptomoedas. Isso ocorre enquanto os Agnellis avaliam mudanças no portfólio, mas mantêm a Juventus como um símbolo de tradição.
O momento da proposta é delicado, já que a Juventus enfrenta uma queda no desempenho esportivo, correndo risco de ficar fora das competições europeias, além de lidar com uma penalização de 10 pontos na Série A. A Tether, que ampliou sua participação no clube para 11,5% desde fevereiro, busca agora assumir uma posição majoritária.
Enquanto a Exor mantém ativos tradicionais como Ferrari e Stellantis, a Tether representa o capital digital recém-emergente, com um portfólio de US$ 181 bilhões e lucros superiores a US$ 10 bilhões em 2025, investindo inclusive em setores fora das criptomoedas.
Essa disputa coloca em evidência o contraste entre legado industrial e o novo modelo financeiro digital, tornado mais relevante para o futebol global.
Via InvestNews