Eletronuclear adia pagamentos para evitar déficit financeiro em 2025

Eletronuclear adia parcelas e renegocia dívidas para manter equilíbrio financeiro em 2025.
15/12/2025 às 19:21 | Atualizado há 3 meses
               
Controladora critica medidas do governo Lula como soluções temporárias e insuficientes. (Imagem/Reprodução: Infomoney)

A Eletronuclear adotou medidas emergenciais para equilibrar suas finanças e evitar um rombo no caixa em 2025. A empresa comunicou ao governo a postergação do pagamento de parcelas e a renegociação de dívidas com bancos.

Além disso, houve um acordo relacionado aos créditos de combustível nuclear da Usina Angra 3 para melhorar a situação financeira do grupo. Essas medidas são destinadas a mitigar o déficit e manter o fluxo de recursos, enquanto o futuro da usina permanece indefinido.

O presidente da controladora ENBPar ressaltou que as ações são paliativas e que o aporte financeiro recente de R$ 2,4 bilhões não será suficiente para resolver os problemas estruturais a longo prazo.

A Eletronuclear adotou medidas emergenciais para evitar um rombo no caixa em 2025. Em comunicado ao ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, a controladora ENBPar detalhou ações de curtíssimo prazo para equilibrar as finanças da empresa neste ano.

Entre as medidas estão a postergação do pagamento de parcelas relativas ao Programa de Extensão de Vida Útil de Angra 1, firmados entre Eletronuclear e ENBPar, além da aprovação da rolagem de instrumentos de dívida com o Banco BTG Pactual e o Banco ABC Brasil. Também foi mediado um acordo sobre créditos de combustível nuclear de Angra 3, buscando equalizar a situação financeira entre as empresas do grupo.

No documento enviado ainda aos ministros da Fazenda, Planejamento e Gestão, a ENBPar destacou os problemas estruturais da Eletronuclear, principalmente pela indefinição sobre o futuro da Usina Angra 3. Enquanto o governo não decide, a estatal sustenta os custos do projeto com recursos de Angra 1 e Angra 2, o que pode levar a um déficit ainda este ano.

O presidente da ENBPar, Marlos Costa de Andrade, frisou que essas iniciativas têm caráter paliativo, equilibrando o caixa apenas para 2025. Ele também alertou que os R$ 2,4 bilhões que entrarão com a homologação do acordo entre União e Axia (ex-Eletrobras) não serão suficientes para solucionar a situação financeira da Eletronuclear a longo prazo.

Via InfoMoney

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