Orcas e golfinhos cooperam para caçar salmões na costa do Pacífico

Orcas e golfinhos unem forças em uma cooperação única para capturar salmões no Pacífico. Entenda como essa parceria funciona.
15/12/2025 às 20:22 | Atualizado há 3 meses
               
Parceria entre cetáceos supera rivalidade e mostra cooperação entre espécies. (Imagem/Reprodução: Super)

Pesquisadores observaram uma parceria incomum entre orcas e golfinhos na costa da Colúmbia Britânica para caçar salmões Chinook. Tradicionalmente inimigas, as duas espécies agora cooperam para aumentar o sucesso da caça.

As orcas utilizam a ecolocalização dos golfinhos para encontrar os peixes em profundidade, enquanto os golfinhos têm acesso a pedaços do salmão e proteção contra outros predadores. Essa relação se classifica como mutualismo facultativo.

Estudos revelam troca de sinais acústicos entre os cetáceos e compartilhamento da caça. A descoberta abre novas perspectivas sobre as interações sociais de orcas e golfinhos no ambiente marinho.

A colaboração entre orcas e golfinhos na caça a salmões Chinook na costa da Colúmbia Britânica tem chamado a atenção de pesquisadores. Tradicionalmente vistas como concorrentes, essas espécies agora demonstram um comportamento de cooperação que aumenta suas chances de sucesso na captura de alimento.

Um estudo recente mostrou que as orcas residentes acompanham os golfinhos-de-flanco-branco-do-Pacífico durante longas perseguições ao salmão. Equipadas com etiquetas que gravam imagens e sons, as orcas se aproveitam da ecolocalização dos golfinhos para localizar os peixes em profundidades maiores.

Esse relacionamento é uma forma de mutualismo facultativo, onde ambos os animais se beneficiam: as orcas economizam energia utilizando os golfinhos como batedores, enquanto estes têm acesso a pedaços de salmão, já que não conseguem engolir o peixe inteiro. Além disso, os golfinhos ganham proteção contra predadores ao se associar às orcas.

Os pesquisadores registraram pelo menos 25 episódios dessa parceria, onde há troca de sinais acústicos e compartilhamento da caça. As espécies alternam momentos de ecolocalização, sugerindo que podem “escutar” umas às outras para melhorar a eficiência da busca.

Esse fenômeno desafia a ideia tradicional de competição entre cetáceos e abre novas perspectivas sobre suas interações sociais e comportamentais no ambiente marinho.

Via Super

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.