Mais de 30 mil fósseis encontrados na ilha de Spitsbergen, no Ártico, indicam uma grande variedade de vertebrados marinhos há cerca de 249 milhões de anos. A pesquisa, realizada por cientistas da Universidade de Oslo e do Museu Sueco de História Natural, revelou peixes, anfíbios e vários tipos de répteis aquáticos após a extinção em massa do final do Permiano.
Destaque para os répteis marinhos, especialmente ictiossauros complexos que já mostravam formas evoluídas poucos milhões de anos após a extinção. A descoberta sugere que a origem desses animais ocorreu simultaneamente à recuperação dos ecossistemas marinhos pré-históricos.
Além dos répteis, o local também apresentou fósseis de tubarões, peixes pulmonares, anfíbios primitivos e ancestrais dos crocodilos. Essa diversidade indica uma cadeia alimentar complexa no período inicial do Triássico, desafiando a visão de uma evolução lenta dos répteis marinhos.
Um conjunto com mais de 30 mil fósseis descobertos na ilha de Spitsbergen, no arquipélago de Svalbard, revelou uma diversidade notável de vertebrados marinhos no Ártico cerca de 249 milhões de anos atrás. A escavação, conduzida entre 2016 e 2024 por pesquisadores da Universidade de Oslo e do Museu Sueco de História Natural, trouxe novos dados sobre a recuperação da vida marinha após a extinção em massa do final do Permiano, destacando a presença inesperada de vários tipos de peixes, anfíbios e especialmente répteis aquáticos.
Entre os fósseis, chama atenção a variedade de répteis marinhos, incluindo ictiossauros complexos que, segundo o estudo publicado na revista Science, já apresentavam formas derivadas apenas três milhões de anos após a extinção, antecipando para essa época a diversificação evolutiva desses grupos. A descoberta sugere que a origem desses tetrápodes marinhos pode ter acontecido em paralelo à recomposição da fauna marinha de invertebrados no início da era Mesozóica.
O leito fossilífero de Grippia revelou também tubarões, peixes pulmonados e ósseos, anfíbios primitivos e ancestrais dos crocodilos, compondo um ecossistema onde ictiossauros ocupavam o topo da cadeia alimentar, indicando uma complexa interação entre os vertebrados daquele período.
Essa bagagem fossilífera amplia o entendimento sobre como o oceano Ártico, então parte do oceano global Pantalassa, abrigava uma fauna diversificada de vertebrados logo após a extinção que eliminou mais de 90% das espécies na Terra. O estudo desafia a ideia de que a evolução dos répteis marinhos foi tardia e lenta, apresentando evidências de uma diversidade complexa em estágio inicial do Triássico.
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