Homem é preso em Santa Catarina por coerção a meninas para automutilação via Discord

Jovem foi detido por pressionar meninas a se automutilarem no Discord em SC; polícia apreendeu dispositivos com provas.
16/12/2025 às 18:01 | Atualizado há 3 meses
               
Homem seduzia e ameaçava crianças online, usando vítimas para ridicularizar a polícia. (Imagem/Reprodução: Tecmundo)

Um jovem de 18 anos foi preso em Agrolândia, Santa Catarina, acusado de forçar meninas a se automutilarem usando o Discord. A Justiça de São Paulo autorizou a prisão, e foram apreendidos um celular e um computador do suspeito com vídeos e provas das ameaças.

A investigação revelou que o homem agia em grupo, conquistava a confiança das menores pelas redes sociais e forçava automutilação mediante ameaças de divulgar fotos íntimas. Estima-se que cerca de 30 meninas tenham sido vítimas.

Crimes semelhantes já ocorreram no Brasil envolvendo o Discord. A plataforma afirma colaborar com as autoridades, enquanto o Núcleo de Observação Digital monitora e denuncia casos para evitar que esses abusos continuem.

Um jovem de 18 anos foi detido em Agrolândia, Santa Catarina, sob acusação de coagir meninas a praticarem automutilação por meio do Discord. A prisão, autorizada pela Justiça de São Paulo, resultou na apreensão de um computador e celular usados para ameaças a menores de 12 anos. Nos dispositivos, foram encontrados vídeos das vítimas reproduzindo símbolos como suástica na pele e imagens com marcas feitas com navalha, inclusive com nomes de autoridades da polícia paulista.

A investigação aponta que o acusado agia em grupo e iniciava o contato via plataformas de namoro virtual e jogos online. Ele ganhava a confiança das crianças, solicitava fotos íntimas e, em seguida, ameaçava divulgar o material para forçá-las à automutilação. Nos aparelhos, havia dezenas de contatos de meninas e vídeos mostrando os cortes. Estima-se que até 30 crianças tenham sido vítimas.

Casos envolvendo o Discord não são inéditos no país. Em 2024, Pedro Ricardo Conceição da Rocha, conhecido como “King”, foi condenado por crimes que incluíam estupro coletivo e corrupção de menores, utilizando a mesma plataforma para chantagear e explorar sexualmente vítimas, além de transmitir abusos ao vivo. Em um dos episódios, um menor foi obrigado a se cortar durante uma transmissão. King foi sentenciado a 24 anos e sete meses de prisão.

O Núcleo de Observação e Análise Digital monitora estes crimes e denunciou transmissões ao Discord, que não considerou urgente a remoção dos servidores. Em resposta, a plataforma afirmou conduzir investigações internas e colaborar com as autoridades sobre usuários que representam risco à segurança.

Via TecMundo

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.