O preço do petróleo Brent, referência para a Petrobras, caiu para níveis próximos a US$ 58 por barril, o que não acontecia há cinco anos. Essa queda, que já soma cerca de 20% em 2025, pode impactar os planos de investimento da estatal e diminuir a competitividade das fontes renováveis.
A produção elevada da Opep+ e uma oferta acima da demanda global contribuem para essa redução nos preços. No mercado, as ações da Petrobras apresentaram queda recente, e especialistas indicam a possibilidade de fusões no setor para enfrentar o cenário.
Se a baixa persistir, a Petrobras pode enfrentar aumento da dívida, que hoje chega a US$ 59,1 bilhões, podendo ultrapassar US$ 100 bilhões em 2026. Isso exigirá maior controle dos gastos e pode modificar a dinâmica dos investimentos energéticos no país.
O preço do barril de petróleo Brent, referência para a Petrobras, caiu para cerca de US$ 58, valor raro nos últimos cinco anos, acumulando queda próxima de 20% em 2025. Essa redução pressionará os planos de investimento da estatal e afeta a competitividade das fontes renováveis. Se a baixa continuar, pode impulsionar fusões e aquisições no setor de óleo e gás.
O petróleo do tipo WTI, do xisto americano, também segue em baixa, abaixo de US$ 55, nível não visto desde fevereiro de 2021. A oferta excessiva, desaceleração da economia global, especialmente nos EUA, e a iminência de um acordo de paz entre Rússia e Ucrânia explicam esse movimento.
A Opep+ incrementou a produção em 137 mil barris diários desde novembro, a oitava alta consecutiva. Para especialistas, a oferta supera muito a demanda, causando pressão nos preços que pode comprometer o caixa das empresas do setor.
Para a Petrobras, que estabeleceu planos considerando um preço médio do barril a US$ 63 em 2026, esta queda representa riscos. Com dívida líquida em US$ 59,1 bilhões no terceiro trimestre e receita atrelada ao dólar, valores persistentemente baixos podem elevar a dívida a US$ 100 bilhões em 2026, caso precise captar mais recursos para manter investimentos.
No mercado, as ações da Petrobras fecharam em queda nesta terça-feira (16), enquanto outras gigantes globais do setor também registraram recuo. Analistas preveem que o próximo ano exigirá controle rígido das despesas e podem ocorrer aquisições de empresas menores por competidores maiores.
Via InvestNews