Milhares de pegadas de dinossauros são encontradas perto do local das Olimpíadas de Inverno na Itália

Descoberta de pegadas de dinossauros na Itália revela vestígios de mais de 200 milhões de anos perto das Olimpíadas de Inverno 2026.
17/12/2025 às 06:21 | Atualizado há 3 meses
               
Marcas misteriosas descobertas no Parque Nacional de Stelvio, Itália. (Imagem/Reprodução: Redir)

Paleontólogos encontraram milhares de pegadas de dinossauros no Parque Nacional de Stelvio, na Itália, próximo ao local das Olimpíadas de Inverno de 2026. As marcas, com até 40 cm de largura, estão registradas em rochas a mais de 2.000 metros de altitude e se estendem por cinco quilômetros na Valle di Fraele.

Essas pegadas foram deixadas por manadas de herbívoros de pescoço longo, possivelmente plateossauros, e têm mais de 200 milhões de anos. O local era uma lagoa quente na época, com sedimentos que preservaram detalhes das impressões dos pés.

A área é considerada uma das mais importantes para o período Triássico na Itália. A difícil acessibilidade levou pesquisadores a usar drones e sensoriamento remoto para estudar o sítio fossilizado próximo à região que sediará os Jogos Milão-Cortina 2026.

Paleontólogos descobriram milhares de pegadas de dinossauros no Parque Nacional de Stelvio, na Itália, próximo ao local das Olimpíadas de Inverno de 2026. As marcas, com até 40 cm de largura, foram registradas em rocha a mais de 2.000 metros de altitude e estendem-se por cinco quilômetros na Valle di Fraele. Especialistas acreditam que os vestígios foram deixados por manadas de herbívoros de pescoço longo, provavelmente plateossauros, há mais de 200 milhões de anos.

Na época, a região era uma lagoa quente ideal para esses animais, onde caminharam sobre lamas calcárias que preservaram detalhes como impressões dos dedos e garras. O movimento da placa africana e a formação dos Alpes fizeram com que a superfície fossilizada se inclinasse, tornando as pegadas quase verticais.

As trilhas fossilizadas tiveram origem em sedimentos moles nas planícies de maré ao redor do antigo Oceano Tétis. A difícil acessibilidade impede o trânsito por trilhas, o que levou pesquisadores a utilizarem drones e técnicas de sensoriamento remoto para mapear e estudar o sítio.

Segundo Cristiano Dal Sasso, paleontólogo do Museu de História Natural de Milão, a área é uma das mais importantes para o período Triássico na Itália. Para o icnólogo Fabio Massimo Petti, a qualidade da preservação das pegadas oferece uma visão detalhada da anatomia dos pés desses dinossauros. A descoberta agora integra um valioso patrimônio natural situado próximo à região que sediará os Jogos Milão-Cortina 2026.

Via Folha de S.Paulo

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