Dmitry Kozak, antigo aliado próximo de Vladimir Putin, se posicionou contra a guerra na Ucrânia desde o início da invasão russa. Ele rejeitou ordens para exigir a rendição ucraniana e buscou negociações de paz, demonstrando resistência incomum no círculo do presidente.
Durante o conflito, Kozak tentou promover diálogos e alertou sobre sanções e alianças contrárias à Rússia, perdendo força política mas mantendo influência nos bastidores. Em setembro, renunciou ao cargo de vice-chefe de gabinete do Kremlin, mantendo acesso a Putin.
Sua dissidência discreta reflete preocupações internas sobre o impacto da guerra. Apesar das críticas, Kozak mantém lealdade ao Estado russo, buscando pressões por cessar-fogo e reformas dentro do governo.
No início da invasão russa à Ucrânia, um dos assessores mais próximos de Vladimir Putin mostrou resistência incomum. Dmitry N. Kozak se recusou a seguir a ordem de exigir a rendição do país vizinho, questionando os objetivos da guerra. Em uma ligação tensa, Kozak afirmou estar disposto a ser preso ou até morto para não obedecer, um desafio raro dentro do círculo fechado do presidente.
Kozak, com longa trajetória junto a Putin, desde os anos 1990, tentou buscar uma negociação de paz, inclusive promovendo conversas com autoridades ucranianas antes do conflito. Ele apresentou alertas sobre as consequências da invasão, como o endurecimento das sanções e a entrada da Finlândia e Suécia na OTAN, previsões que se confirmaram.
Durante a guerra, Kozak manteve contatos paralelos para buscar um cessar-fogo e pressionou por reformas internas na Rússia. No entanto, suas iniciativas foram alvo de repreensão e ele perdeu poder diante de outros conselheiros de Putin, sem deixar de exercer certa influência nos bastidores do Kremlin.
Em setembro, Kozak renunciou ao cargo de vice-chefe de gabinete, mas preservou vínculos que garantem seu acesso a Putin. Seus posicionamentos mostram uma dissidência discreta dentro da liderança russa, inconformada com o rumo da guerra e os impactos para o país. Ele mantém uma linha de lealdade ao Estado, mesmo com as críticas às ações do presidente.
Via InfoMoney