Dmitry Kozak, antigo assessor próximo de Vladimir Putin, manifestou oposição interna à invasão da Ucrânia pela Rússia. Ele recusou ordens diretas para exigir rendição ucraniana, questionando os objetivos da guerra.
Kozak expôs sua discordância acidentalmente durante uma chamada, o que resultou em sua renúncia ao cargo de vice-chefe de gabinete. Mesmo afastado, seguiu buscando negociações de paz para cessar-fogo.
Essa dissidência revela tensões dentro do governo russo e destaca resistências ao conflito diante da pressão internacional e militar prolongada.
No início da invasão da Ucrânia pela Rússia, um momento incomum ocorreu dentro do governo russo: Dmitry N. Kozak, um dos assessores mais próximos do presidente Vladimir Putin, recusou-se a seguir uma ordem direta. Kozak recebeu a determinação de exigir a rendição da Ucrânia, mas alegou não compreender os objetivos finais da invasão e se mostrou disposto a pagar um preço alto pela recusa, incluindo prisão ou morte.
Essa discordância foi exposta acidentalmente, quando Putin deixou a chamada no viva-voz, expondo a reação de Kozak para outros membros do gabinete presidencial. Considerado uma voz isolada contra a guerra no círculo restrito de Putin, Kozak renunciou ao cargo de vice-chefe de gabinete em setembro após a divulgação de suas críticas internas.
Antes da invasão, Kozak tentou avançar em negociações de paz e alertou sobre as consequências adversas da guerra, incluindo a possível entrada da Suécia e da Finlândia na OTAN. Mesmo com seu afastamento das negociações, ele manteve acesso ao Kremlin e continuou envolvido em conversas discretas para buscar um cessar-fogo.
O conflito, que começou em fevereiro de 2022, tem sido rigidamente controlado por Putin, mas a postura de Kozak revela que há resistências internas sobre a condução da guerra. Sua dissidência, ainda que discreta, mostra parte das tensões políticas dentro do governo russo diante da pressão internacional e militar.
Via InfoMoney