Fabricantes de sorvete denunciam práticas comerciais de multinacionais no Brasil

Fabricantes locais acusam Unilever e Nestlé de práticas predatórias e contratos exclusivos no mercado brasileiro de sorvetes.
19/12/2025 às 07:02 | Atualizado há 1 mês
               
Preço de potes de 1,5L é até três vezes menor que o valor médio do mercado. (Imagem/Reprodução: Infomoney)

Fabricantes locais de sorvetes no Brasil denunciam práticas comerciais agressivas de multinacionais como Unilever e Froneri, joint-venture da Nestlé. Essas empresas estariam vendendo abaixo do custo e firmando contratos de exclusividade com varejistas, pressionando a concorrência.

A Abrasorvete, associação do setor, alerta que essas ações prejudicam a diversidade do mercado e podem levar a medidas judiciais. Exemplo disso é a venda de potes de sorvete por preços até três vezes menores que o habitual. O problema afeta produtores em vários estados. Ainda não houve resposta das empresas acusadas.

Fabricantes locais de sorvetes no Brasil têm denunciado práticas comerciais consideradas predatórias por parte das multinacionais Unilever e Froneri, joint-venture da Nestlé. Segundo a associação brasileira do setor, Abrasorvete, essas empresas estariam vendendo produtos por preços abaixo do custo de produção e firmando contratos de exclusividade com varejistas, prejudicando a concorrência.

O presidente da Abrasorvete, Martin Eckhardt, destacou que vender sorvetes por valores que mal cobrem a matéria-prima e logística não configura concorrência, mas sim uma tentativa de dominar o mercado. A entidade representa cerca de 10 mil fabricantes e recebeu queixas de produtores de diferentes estados, como Ceará, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Paraná e Espírito Santo.

Em alguns casos, potes de 1,5 litro estariam sendo vendidos por menos de R$9, valor até três vezes inferior ao praticado pelo mercado. A associação também aponta a prática de “luvas” para garantir exclusividade em pequenos estabelecimentos, chegando a R$20 mil pagos para impedir a venda de concorrentes.

A Abrasorvete tentou contato com Unilever, Nestlé e Froneri no começo de dezembro, mas ainda não obteve resposta. A associação não descarta medidas judiciais caso as práticas continuem. Enquanto isso, fabricantes locais seguem alertando para os efeitos dessas estratégias, que podem comprometer a diversidade do setor.

Via InfoMoney

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.